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02/02/2012 - Nos últimos anos, temas relacionados ao consumo consciente têm ganhado espaço nos meios de comunicação e também na gestão das empresas que, preocupadas com a sua competitividade, têm investido cada vez mais em projetos de inovação ligados à sustentabilidade. O assunto da vez é a proibição do uso das sacolas plásticas. No município de São Paulo, uma lei sancionada em maio, foi suspensa por liminar da Justiça. Já os supermercados do Estado de São Paulo, adotaram uma medida, sem força de lei, e a partir do dia 25/01 deste ano deixaram de oferecer gratuitamente as sacolas plásticas descartáveis para os seus consumidores transportarem as compras. A medida é fruto de um acordo entre a Apas (associação paulista de supermercados) e participa quem quer.
Até o momento já houve a adesão de 1,2 mil supermercadistas associados à Apas e a estimativa é que sejam eliminadas mais de 1,7 bilhões de sacolas descartáveis a cada ano. Mais do que proibir o uso é preciso haver uma conscientização da população para o seu uso inadequado e excessivo. O excesso acontece muitas vezes pela baixa qualidade das sacolas plásticas que leva a população a utilizá-las em duplicidade. O uso descontrolado das sacolas plásticas mostra que o seu material é praticamente perene, incapaz de se degradar, causando sérios problemas ambientais. Segundo reportagem da revista Veja (dezembro/2011), o Brasil produz 15 bilhões de sacolas plásticas anualmente e no mundo 4 bilhões vão para o lixo todo ano, sem falar naquelas que vão parar nas ruas, lagos, rios, mares e permanecerão por décadas antes que comecem a se degradar.
É importante o consumidor estar atento a essa realidade e optar por alternativas mais adequadas. Um exemplo são as embalagens de papelão ondulado. As principais vantagens são o fato de serem recicláveis, biodegradáveis e retornáveis; são funcionais e podem ser facilmente montadas e desmontadas. Proporcionam alta resistência durante o transporte, garantindo a integridade dos produtos e maior capacidade de armazenagem. Essas embalagens são confeccionadas a partir de aparas e podem ser novamente recicladas, aumentando o seu ciclo de vida e apresentando um baixo custo de produção. A taxa de reciclagem do papelão ondulado é de 79,6%, segundo a Associação Brasileira do Papelão Ondulado (ABPO). Alternativas como essa contribuem para a redução do aquecimento global. Conforme inventário de GEE divulgado pela Celulose Irani S.A., em 2010, a cada tonelada produzida de papel são seqüestrados pelas florestas 2,60 toneladas de CO2eq. Os consumidores podem fazer a sua parte optando por produtos que provém de uma economia de baixo carbono. É necessária uma mudança cultural, certamente inevitável.
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