Segundo Couto (2007) a ergonomia pode ser definida em cinco palavras: adaptação do trabalho as pessoas. A análise ergonômica tem por objetivo avaliar a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores de modo a proporcionar um máximo de conforto, segurança e desempenho eficiente das atividades laborais na organização. Uma forma de implantar os conceitos ergonômicos na corporação é formar um comitê de ergonomia. O objetivo deste trabalho é verificar o processo de levantamento ergonômico na EMFLORA – Empreendimentos Florestais Ltda localizada em São Mateus – ES de forma a ajustar um modelo para implementação efetiva das medidas ergonômicas nos postos de trabalho da organização no período de março de 2010 a junho de 2011.
O conhecimento dos processos da empresa foi realizado utilizando os seguintes instrumentos complementares: Modelo objetivo e participativo de Couto (2007); Senso de ergonomia de Couto (2007); Freqüência cardíaca pelo protocolo de Bonjer (1974) e Rapid Entire Body Assessment (REBA). O gerenciamento das medidas ergonômicas com foco na melhoria continua e nos resultados junto aos colaboradores da organização por meio do comitê tem gerado um resultado positivo no que tange as ações implementadas e também ao feedback dos usuários dos postos de trabalho.
Palavras chave: análise ergonômica do posto de trabalho, comitê de ergonomia, segurança do trabalho.
1. Introdução
Segundo Couto (2007) a ergonomia pode ser definida em cinco palavras: adaptação do trabalho as pessoas. Este ajuste dos postos de trabalho aos colaboradores de uma organização visa não somente o atendimento legal, mas também uma melhora nos índices de saúde dos colaboradores da corporação com objetivo de garantir melhores resultados operacionais.
A análise ergonômica do posto de trabalho é um requisito legal embasado pela portaria nº 3.214 em sua norma regulamentadora 17. Esta análise tem por objetivo avaliar a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores de modo a proporcionar um máximo de conforto, segurança e desempenho eficiente de suas atividades laborais na organização.
O efeito dos levantamentos ergonômicos junto às equipes de trabalho depende de cooperação e comprometimento de todos os envolvidos no processo para que as ações propostas possam ser verificadas na prática e desta forma os resultados sejam evidenciados.
Dentre as formas de envolver a organização no processo de implantação dos conceitos ergonômicos temos o comitê de ergonomia como um grupo de colaboradores da organização que tem por objetivo gerenciar as análises ergonômicas do posto de trabalho e implementar medidas de melhoria ergonômica dentro da organização.
Weinberg e Gould (2001) definem a motivação como a direção e a intensidade do esforço empregado por uma pessoa. Desta forma motivar os colaboradores da organização a buscar a ergonomia como um valor e por meio de um comitê constituído pelos próprios executantes das atividades é uma maneira de buscar o engajamento de todos e o sucesso das propostas iniciais levantadas pelas análises ergonômicas do posto de trabalho.
O objetivo deste trabalho é verificar o processo de levantamento ergonômico em uma empresa de base florestal localizada em São Mateus – ES de forma a ajustar um modelo para implementação efetiva das medidas ergonômicas nos postos de trabalho da organização no período de março de 2010 a junho de 2011.
4 MATERIAL E MÉTODOS
O conhecimento dos processos da empresa com foco nas adequações ergonômicas foi realizado utilizando os seguintes instrumentos complementares: Modelo objetivo e participativo de Couto (2007); Senso de ergonomia de Couto (2007); Freqüência cardíaca pelo protocolo de Bonjer (1974) e Rapid Entire Body Assessment (REBA). Os acompanhamentos de campo para uso dos instrumentos informados foram evidenciados por meio de filmagens e fotografias. Os resultados obtidos neste processo deram origem as análises ergonômicas do posto de trabalho da organização.
O gerenciamento das análises necessita de colaboradores treinados e aptos a acompanhar os processos ergonômicos na organização. Desta forma a empresa montou um comitê formado por colaboradores que foram convidados a compor o mesmo e posteriormente treinados por consultores em ergonomia com uma carga horária de 40h dividida em cinco encontros de 8h.
O comitê foi formalmente estabelecido com consentimento da gerência da organização e passou a atuar em parceria com a consultoria para implementar as medidas propostas inicialmente e levantar as novas mudanças necessárias aos processos da organização. O comitê teve os cargos bem determinados e as funções bem esclarecidas e teve uma sistemática de reuniões mensais firmadas como forma de acompanhar os processos ergonômicos da organização.
5. Resultados e Discussões
O levantamento ergonômico do posto de trabalho levou a organização a reconhecer uma gama de informações antes desconhecida ou considerado como de baixa relevância e desta forma firmou que o processo de mudança era necessário na organização.
A implantação do comitê difunde a informação entre as partes interessadas da organização e gera uma melhor atuação da organização na tomada de decisão que é realizada de forma participativa com os colaboradores da corporação.
Durante o treinamento de formação foram verificados possibilidades de melhoria e as mesmas foram implementadas com pelos próprios colaboradores. Dentre as medidas propostas temos: Apoio aos pés aos colaboradores menores de 1,70m que trabalham em escritório; Padrão de mobiliário para futuras aquisições junto ao suprimentos da organização; Novo modelo de implemento de plantio semi-mecanizado de forma a retirar peso e umidade do colaborador, aumentar a atenção concentrada do mesmo e melhorar a produtividade na atividade; estudo para adequação de novo modelo de alça para costais de aplicação de herbicida.
As ações implementadas seguem para a fase de feed-back dos usuários e as em teste para implementação. Novas ações têm-se firmado a cada dia e o comitê tem transformado a ergonomia na organização em um hábito e gerado retorno a aos colaboradores envolvidos na atividade e a própria organização.
6. Conclusão
A adaptação do posto de trabalho ao colaborador, além de atendimento legal, gera a organização um melhor desempenho em processos de auditoria e também tende a motivar os colaboradores, pois externa uma preocupação da corporação com os mesmos.
O gerenciamento das medidas ergonômicas com foco na melhoria continua e nos resultados junto aos colaboradores da organização por meio do comitê tem gerado um resultado positivo no que tange as ações implementadas e também nas planejadas e, além disso, é firmado pelo feed-back dos usuários dos postos de trabalho que recebem e/ou irão receber as melhorias propostas.
7. Referências bibliográficas
COUTO, H. A. Ergonomia aplicada ao trabalho: Conteúdo básico: guia prático. Belo Horizonte: Ergo Editora, 2007.
WEINBERG, R. S.; GOULD, D. Fundamentos da psicologia do esporte e do exercício. 2ª Ed., Porto Alegre: Artmed, 2001.
FIESP/CIESP. Federação das Indústrias do Estado de São Paulo/Centro das Indústrias do Estado de São Paulo. Legislação de Segurança e Medicina do Trabalho. Disponível em: <http://www.fiesp.com.br/download/legislacao/medicina_trabalho.pdf>, Acesso em: 15 julho 2011.
José de Assis Martins Júnior1; Ádila Drumond V. Caldas2; Andrea Baptista Nakao3; Kamila Lemos Costa4; Victor Hugo B. Siman5; Adenilson Costa de Oliveira6; Dayana Nunes Moraes7