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09/02/2012 – Basta iniciar um novo ano que os setores industriais começam a se mexer em relação às expectativas de crescimento e faturamento. Não fugindo da regra, a ABPO (Associação Brasileira do Papelão Ondulado) segue otimista para 2012 e prevê um crescimento de 2,5% a 3% frente ao ano de 2011.
Com as vendas de papelão ondulado fechando 2011 com alta de 1,71%, a Associação mantém como foco para o setor um aumento da produtividade e qualidade, o que garante competitividade e vantagens comparativas a outras soluções de embalagens. Também outra provável necessidade seja repassar a inflação setorial aos preços para manter equilíbrio econômico das empresas.
Para saber um pouco mais sobre como o setor de embalagens deve se comportar em 2012, o Portal CeluloseOnline entrevistou o presidente da ABPO, Ricardo Trombini.
CeluloseOnline – Como Associação avalia os resultados econômicos do setor no ano de 2011?
Ricardo Trombini – Parte do arrefecimento econômico percebido em nossa indústria vem de encontro ao desempenho do mercado interno, que por uma tendência duradoura traz desequilíbrios importantes no balanço de produtos primários e acabados em que os importados ganham espaço cada vez maior, trazendo sérios riscos de competitividade dos nossos clientes e, por consequência, de nosso setor.
CeluloseOnline – Quais os principais pontos negativos e positivos que o setor de embalagens vivenciou no ano passado?
Ricardo Trombini – No primeiro semestre, a inflação com sinais de evolução acima da meta pretendida pelo governo trouxe medidas restritivas ao crédito com o aumento dos juros e resposta imediata as encomendas de embalagens de bens duráveis, parte importante de nossa produção. No segundo semestre, as indicações de uma nova ou contínua crise internacional dos países desenvolvidos, reconhecendo alto nível de endividamento, contribuiu para o arrefecimento do comercio mundial e naturalmente com consequências negativas importantes para os exportadores de produtos manufaturados usuários de nossas embalagens.
CeluloseOnline – Quais fatores contribuíram para as vendas de papelão ondulado fecharem 2011 com alta de 1,71%?
Ricardo Trombini – A nossa evolução esta diretamente relacionada ao desempenho econômico do mercado interno e perfil da produção e consumo, especialmente a indústria de transformação. Indicadores como inflação, investimento, emprego, renda e crédito são variáveis que determinam o nível e ritmo econômico como um todo, mas também o elemento câmbio é fundamental para o desempenho de boa parte da produção e consumo de manufaturados que são exportados e importados.
CeluloseOnline – Quais as expectativas que a ABPO tem para 2012?
Ricardo Trombini – Estamos com expectativas de crescimento físico de 2,5% a 3,0% sobre o ano de 2011.
CeluloseOnline – A entidade já possui previsões de faturamento para o ano?
Ricardo Trombini – Não ainda, mas teremos necessariamente que repassar a inflação setorial aos preços para manter equilíbrio econômico das empresas.
CeluloseOnline – Na sua opinião, o setor está aquecido? Quais os desafios esperados para enfrentar ao longo do ano?
Ricardo Trombini – Aquecido não, mas teremos crescimento moderado. Aumentar a produtividade e qualidade garantindo a competitividade e vantagens comparativas a outras soluções de embalagens.
CeluloseOnline – Diante das mudanças estabelecidas no país com relação às sacolas plásticas, há alguma oportunidade de mercado para o setor de embalagens?
Ricardo Trombini – Boas oportunidades, naturalmente o setor já possui vantagens de sustentabilidade econômica e ambiental. As empresas já estão oferecendo soluções à substituição das sacolas de supermercado, o papelão ondulado é muito versátil e flexível as necessidades.
CeluloseOnline – Na questão ambiental, como o setor de embalagens está se preparando para as novas exigências de preservação do meio ambiente? Como o Brasil está posicionado neste quesito frente a outros países?
Ricardo Trombini – O Papelão ondulado naturalmente já é um produto sustentável ambientalmente falando. Reciclamos 75% do volume total das embalagens consumidas no país e a parcela necessária consumida com matérias primas virgem são de florestas plantadas e colhidas com perfeito manejo para este objetivo. O setor opera em linha com as demandas legais e comparáveis as exigências dos países desenvolvidos.
Por Victor Prates
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