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04/09/2010 - Cumprindo o importante papel de nortear a cadeia produtiva de embalagem, e proporcionar referencias macroeconômicas deste setor para o país, a ABRE - Associação Brasileira de Embalagem divulga o Balanço Setorial do setor embalagem do primeiro semestre de 2010.
O Estudo Macroeconômico da Embalagem ABRE/FGV – é um estudo exclusivo da Entidade realizado há 14 anos pelo IBRE-FGV. A pesquisa é mais uma ação realizada pela Associação visando o crescimento e desenvolvimento do setor e sua melhor interface com os demais elos empresariais, governamentais e civil.
Desempenho primeiro trimestre de 2010 - O Estudo ABRE/FGV, comandado pelo coordenador de análises econômicas do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas, Salomão Quadros, apresenta o desempenho do setor de embalagem, considerado um dos termômetros da atividade industrial brasileira, no primeiro semestre de 2010.
Os dados apresentados mostram que a produção física de embalagem cresceu 16,29% no primeiro semestre de 2010, em relação a igual período de 2009. Para o ano de 2010 a previsão é de crescimento superior a 10%. Em valor, estima-se que os fabricantes nacionais de embalagem deverão produzir o equivalente a R$ 40 bilhões em 2010.
A indústria de embalagem produziu no segundo trimestre de 2010 um volume 6% superior ao fabricado no segundo trimestre de 2008, período imediatamente anterior à crise.
Produção física por setor - A indústria de embalagem de madeira obteve o melhor desempenho em produção física (aumento de 24,63%), seguida pela indústria de embalagens de metal (aumento de 23,90 %), e plástico (aumento de 16,27%).
Quanto ao nível de emprego, a indústria absorveu 14.943 postos entre junho de 2009 e junho de 2010, contra redução de 5.820 postos entre junho de 2008 e junho de 2009.
A indústria que mais contratou foi a metálica com variação de 9,64% de junho de 2009 a junho de 2010, seguida pala indústria de madeira e de plástico empatadas com 9,14%.
No primeiro semestre de 2010 as exportações diretas do setor de embalagem tiveram faturamento de US$ 159.599 mil, o que representa um acréscimo de 15,67% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já as importações de embalagens vazias tiveram um acréscimo de 56,97% com faturamento de US$ 319.972 mil.
Os setores usuários de embalagem que apresentaram melhor desempenho em volume de produção foram a indústria de calçados e artigos de couro farmacêutica (17,96%), bebidas (16,09%) e vestuário e acessórios (11,85%).
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