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02/05/2010 - As ações ON da Fibria (FIBR3) fecharam a última semana de abril como principal baixa dentre os papéis que compõem o Ibovespa, acumulando queda de 11,02%, encerrando na sexta-feira (30) cotadas a R$ 34,49 cada. Os ativos da produtora de papel e celulose seguiram o mesmo rumo do benchmark, que encerrou o período com desvalorização de 4,04%.
Embora as perspectivas ao setor de papel e celulose sejam positivas, os papéis da companhia parecem ter refletido a cautela dos analistas em relação ao elevado endividamento da empresa, formada através da fusão de Aracruz e VCP. Em relatório recente, as analistas Kelly Trentin e Erika Mudalen, da Spinelli Corretora, revelam que a dívida da empresa é um fator que preocupa.
Contudo, as analistas destacam que a empresa já possui um plano para equilibrar seus débitos. Parte desse processo já foi colocada em prática com a emissão de Eurobonds (títulos de dívida lançados no mercado europeu).
"Com os recursos dessa oferta, a companhia deverá pagar todas as dívidas remanescentes com derivativos e seguir para a segunda etapa do plano que é reduzir o custo da dívida e alongar o prazo. (...) A Fibria também estuda a possibilidade de vender terras e suas duas fábricas de papel como forma de reduzir o alto endividamento e retomar seu plano de expansão", completou a corretora.
Além do endividamento, a Spinelli acredita que entre os riscos às operações da companhia está uma eventual queda nos preços da celulose, uma vez que a produção chilena deverá se normalizar ainda este ano e fábricas na China, EUA e Canadá deverão ser abertas também em 2010. A variação cambial também pode representar risco à companhia.
Fonte: Yahoo Notícias/Adaptado por Celulose Online
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