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01/09/2010 - Os principais problemas relacionados ao transporte das toras estão nas fraudes da documentação, falta de nota fiscal ou guias florestais. Na segunda-feira(30), em Cuiabá, a Policia Federal apreendeu 26 metros cúbicos de madeira como sendo da espécie jatobá. Após análise da nota fiscal, a carga foi encaminhada ao Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea), que constatou que a madeira era diferente da declarada, caracterizando fraude na documentação e sonegação fiscal.
Em uma das apreensões realizadas na semana passada, agentes da PRF apreenderam 120 metros cúbicos de madeira irregular. O motorista que efetuava o transporte apresentou aos policiais rodoviários uma guia florestal falsa e uma nota fiscal que já tinha sido utilizada em outra viagem.
Em outra fiscalização, a PRF detectou que o carregamento estava superior ao declarado na documentação, o que além de crime ambiental, configura crime de sonegação fiscal. Em outra ocorrência, a PRF verificou que o transporte de madeira era feito sem nenhuma documentação.
APREENSÕES - De acordo com a PRF, as ocorrências têm se multiplicado por todo Estado, com apreensões de cargas e detenções de condutores. Desde 2008 até agora, o órgão contabiliza a apreensão de 5.632 metros cúbicos de madeira irregular. A clandestinidade ainda é o caminho percorrido por muitos madeireiros que não conseguem se adequar à documentação legal. No Estado, a PRF verificou que os fraudadores modificam documentos de venda e transporte e reutilizam a documentação em vários carregamentos de madeira. O setor madeireiro é o terceiro maior do Estado e responde a 6% do Produto Interno Bruto (PIB) mato-grossense. (Com assessoria)
Fonte: Diário de Cuiabá/Adaptado por Celulose Online
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