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01/05/2010 - Os presidentes da Argentina, Cristina Kirchner, e Uruguai, José Mujica, concordaram nesta sexta-feira em acatar a decisão da Corte de Haia sobre a fábrica instalada no rio Uruguai e indicaram a abertura de uma etapa para "reencaminhar" as relações bilaterais.
A Argentina e o Uruguai discordavam sobre a instalação da fábrica de celulose finlandesa Botnia na beira do rio Uruguai, de administração compartilhada.
A governante argentina recebeu Mujica uma semana depois que a Corte Internacional de Justiça de Haia ditou uma decisão na qual reconhece que o Uruguai violou o tratado bilateral sobre o uso do rio ao autorizar unilateralmente a instalação da fábrica de celulose, mas não obrigou o seu desmantelamento e nem ditou compensações a favor da Argentina. Buenos Aires esperava um pedido de desculpas por parte de Mujica pela violação do tratado bilateral, mas o líder uruguaio tinha confirmado que não pretendia pedir perdão a sua colega Cristina.
"Nossa realidade nos obriga a construir uma amizade beneficente para as duas margens. Há uma vontade política de interpretar o momento histórico que nos toca viver", sustentou Mujica, que também se referiu a "dor" e ao "custo" do litígio com a Argentina.
Os presidentes não fizeram alusão ao bloqueio que há mais de três anos mantêm ecologistas argentinos em uma das pontes fronteiriços com o Uruguai, em rejeição à fábrica de celulose.
Fonte:Agencia EFE/Adaptado por Celulose Online
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