|
04/07/2011 - A artista plástica Suzana Azevedo moradora da Zona da Mata Baiana, onde nasceu, enxergou no lixo a possibilidade de fazer arte. Agora, expõe o resultado do trabalho em duas mostras. A primeira, Paisagens impressas, com gravuras de sua autoria. Outra, Mata vida, com peças produzidas por jovens de uma comunidade de Goiana. Ambas estão abertas à visitação até o dia 31 de julho, no Museu Murillo La Greca (Rua Leonardo Bezerra Cavalcanti, 366, Parnamirim(BA).
“Há cinco anos, comecei a pesquisar alguns insumos renegados ao lixo, como pó de couro de bode, fibras de cana brava. E resolvi trazê-los de volta ao uso”, conta. Já com o material em mãos, a artista produziu papel. “Cada folha tem uma propriedade diferente da outra, o que possibilita interferências artísticas”. Nas mais de 87 obras expostas no museu, Suzana trabalhou sobre superfícies de diferentes colorações (musgo-verde, ocres) e texturas. Em todas elas, cactos e guajirus são retratados, por meios de linhas e recortes, de maneira quase obsessiva.
O papel L também serviu de matéria-prima para mais de 60 jovens que participam do projeto Mata Vida. Lá, Suzana capacitou os garotos, que hoje produzem artesanato por conta própria. O papel serve para a confecção de bijuterias, objetos decorativos e embalagens. O registro artístico garante aos artesãos o ingresso no mercado.
Fonte: Diario de Pernambuco/Adaptado por CeluloseOnline
|