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24/12/2010 - Com a retomada de projetos paralisados por conta da crise econômica mundial, o Brasil deve ganhar dez novas fábricas do setor de celulose e papel até meados de 2020. Juntos, estes empreendimentos atingirão a capacidade produtiva de 20 milhões de toneladas de celulose.
Na análise de Carlos Farinha e Silva, um dos maiores especialistas do setor de celulose e papel do país, vice-presidente da consultoria finlandesa Pöyry e membro do conselho da ABTCP, isso mostra que o Brasil está se firmando como um país de grande competitividade no mercado internacional de celulose de eucalipto.
Outros fatores também contribuíram para esta retomada de investimentos, como a melhoria do cenário econômico na América Latina e Ásia; e o terremoto no Chile – que provocou paralisação na produção e influenciou na alta dos preços mundiais da celulose.
Com este cenário, o mercado mundial no setor de celulose e papel mostra uma bipolarização. Uma característica desta retomada de investimentos é a abertura de novas fronteiras, em outras regiões do país, que não somente no Sudeste e Centro Oeste. É o caso dos projetos da Suzano no Maranhão.
Apesar disso, o estado do Mato Grosso do Sul, em especial a região de Três Lagoas, ainda é a que mais tem atraído investimentos nos últimos anos, como as fábricas da International Paper, VCP e Fibria. Isso tem também uma conotação ambiental, já que no caso de Três Lagoas, áreas de pastagem antes improdutivas estão sendo usadas para cultivo do eucalipto.
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