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12/09/2011 - O ato de lançamento do Comitê Rio em Defesa das Florestas reuniu na sexta-feira (9) ambientalistas, artistas, estudantes, sindicalistas e políticos na maior manifestação até aqui realizada no Rio de Janeiro contra as propostas de alteração do Código Florestal brasileiro.
Com a presença dos ex-ministros Marina Silva e Carlos Minc, o ato realizado no Espaço Tom Jobim, dentro do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, contou com a participação de mais de 50 organizações representativas da sociedade civil e aprovou uma agenda de manifestações em defesa do Código, destacando a necessidade de pressão sobre o Senado, onde a matéria se encontra em análise.
Tanto o relatório sobre as alterações no Código Florestal, elaborado pelo deputado federal Aldo Rebelo e aprovado na Câmara, quanto o relatório apresentado à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado pelo senador Luiz Henrique Silveira receberam inúmeras críticas durante o ato. Os principais pontos de discordância dos manifestantes foram explicitados por Carlos Minc. "O recado que queremos passar aos senadores é claro. Dizemos não à anistia aos desmatadores, não à redução das Áreas de Preservação Permanente (APPs) e não à transferência aos Estados Mmunicípios do poder de decisão sobre o que pode e o que não pode desmatar. Queremos um Código Florestal bom e que valha para todo o país", disse Minc.
O ex-ministro do Meio Ambiente e atual secretário estadual do Ambiente do Rio foi duro com Luiz Henrique. "Não poderiam ter escolhido um relator pior do que esse que, quando era governador, deu o pior exemplo possível. Em Santa Catarina, o senador Luiz Henrique reduziu as áreas de preservação nas margens dos rios de 30 para cinco metros. Hoje, no Senado, ele é um dos relatores do Código Florestal", reclamou.
Também ex-ministra do Meio Ambiente, além de ex-senadora, Marina Silva questionou a concentração de poder nas mãos de Luiz Henrique, que é relator em três das quatro comissões que analisam as propostas sobre o Código Florestal no Senado.: "O senador Luiz Henrique, que já assinou embaixo de um relatório muito ruim e cheio de erros apresentado pelo Aldo, é relator na CCJ, na Comissão de Agricultura e na Comissão de Ciência e Tecnologia. Por quê uma pessoa só, com o posicionamento sabidamente contrário ao Código Florestal, é relator em três comissões?", indagou.
Marina alertou sobre a importância de se reverter a disputa política ainda no Congresso Nacional, pois as dificuldades serão maiores se mais tarde houver a necessidade de veto da presidente Dilma Rousseff: "Se não conseguirmos mudar o texto errado que foi aprovado na Câmara e na CCJ, teremos que fazer uma campanha para que nossa presidente, que se comprometeu a vetar qualquer projeto que signifique aumento do desmatamento e anistia para os desmatadores, vete o que for aprovado. Olha que situação delicada! Se a presidente não vetar, vai ficar contra os 80% da população que, segundo as pesquisas, rejeitam as mudanças no Código Florestal. Se ela vetar, vai estar contra 80% do Congresso Nacional que aprovou esse texto", disse.
Fonte: Rede Brasil/Adaptado por CeluloseOnline
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