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Por Victor Prates
04/11/2011 – A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) divulgou nesta quinta-feira (3) durante coletiva online, resultados de sua última pesquisa sobre as projeções e expectativas de mercado deste ano e para 2012. Os temas principais abordados foram as análises dos principais indicadores econômicos e financeiros da atualidade, a redução dos juros pelo Banco Central e do impacto do Pacote Econômico Europeu sobre o conjunto do Mercado de Crédito no Brasil.
Mediado pelo economista-chefe Rubens Sardenberg, o estudo foi realizado entre os dias 28 de outubro a 01 de novembro e contou com a consultoria de 30 analistas.
De acordo com variáveis macroeconômica, o PIB (Produto Interno Bruto) teve uma leve queda e ficou em 3,2%. Na última pesquisa em setembro, o número girava em torno de 3,5%. Os PIBs agropecuário, industrial e de serviços registraram em 2,6%, 2,4% e 3,6% – respectivamente. Na produção industrial, a variável anual apontou uma queda para 1,8%. A Taxa Selic permaneceu na casa dos 11%. “Do lado fiscal o governo tem adotado medidas satisfatórias. O cenário externo teve piora junto ao desaceleramento dos EUA”, aponta o executivo.
A taxa cambial que teve na última pesquisa em 1,63% subiu para 1,74%. Nas projeções da balança comercial o aumento foi de 26,6 bilhões de dólares. No campo do investimento diretor estrangeiro, os números registraram 58,2 bilhões de dólares. Já a dívida líquida do setor público teve queda de 39% para 38,8% do PIB. Nos Estados Unidos, o PIB alcançou uma variável de 1,7% e nas reservas internacionais o valor gira em 364,9 bilhões de dólares.
“A economia americana teve uma fraqueza grande na demanda privada e um enfraquecimento na carta do crédito. Houve um declínio nas atividades industriais. Obtivemos números fracos dos EUA”, aponta Sardenberg.
No quadro das variáveis do setor bancário, a operações de crédito da carteira total atingiu 17,1%. As operações de crédito com recursos direcionados foi para 18,5% e com recursos livres para 15,5%. A linha de crédito para pessoas físicas registrou aumento para 15,7% mediante 14,9% da última pesquisa. No crédito para pessoas jurídicas os números apontam 15,5%, com previsão de queda para 15,1% em 2012.
“Nesta pesquisa, vimos que o crédito está mais estabilizado. Para o ano que vem, o crédito total deve girar em torno de 15,5% em recuo. Nossas previsões para a próxima pesquisa é que ainda este ano pode melhorar. No nosso ponto de vista, esperávamos um maior recuo deste cenário. O crédito está crescendo, mais em um ritmo menor”, ressalta Sardenberg.
Por fim, a taxa de inadimplência acima de 90 dias ficou em 5,3%. O cenário inflacionário piorou, mas está em linha com o cenário atual em 6,5%. Para 2012 o esperado é uma melhora para 5,7%. O juros registraram uma queda. Para a próxima projeção deve haver uma redução de 0,5%, atingindo uma mediana de 10%. “Tivemos uma piora na taxa de inadimplência com números em alta, mas com um diagnóstico confortável, pois é um padrão esperado em relação a outros momentos”, comenta o executivo.
Por conta do cenário internacional, o economista alertou que deve haver cautela na concessão e demanda do crédito. Na opinião dele, a linha de crédito brasileira não sofre nenhum risco e os números atuais não preocupam. "O cenário internacional – que está em instabilidade – interferiria na carta do crédito, mas isto não aconteceu. A grande incógnita segue em relação à crise européia. Temos que esperar para ver seus resultados".
No próximo dia 14 de dezembro acontece a última divulgação das pesquisas realizadas pela instituição. Para 2012, os primeiros resultados de pesquisa ocorrem em 1 de fevereiro.
CeluloseOnline
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