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13/04/2011 - Matéria prima abundante e domínio da cadeia produtiva: essas são as grandes vantagens da indústria florestal em um mercado que tem terreno fértil para prosperar nos próximos anos, o de bioenergia. A avaliação é do diretor florestal da Divisão América Latina da Stora Enso Brasil, João Fernando Borges, que ministrou a palestra “Indústria Florestal e Bioenergia”, na terça-feira (12) durante o XVI Seminário de Sistemas de Colheita de Madeira e Transporte Florestal. A palestra fez parte da programação da II Semana Florestal Brasileira, em Campinas.
De acordo com a análise do executivo, a biomassa de madeira vem ganhando importância como uma fonte de energia renovável. “Por mais que também implique em combustão de carbono e emissões de gases, representa sequestro de CO2. E sua utilização está na base dos processos de produção da indústria florestal, ou seja, colheita e logística utilizadas na indústria de produtos de madeira, de celulose e papel ou energia”, comentou.
Borges disse que, no Brasil, muitas fábricas de celulose já não dependem 100% da energia da rede e até vendem o excedente. “A produção de celulose ainda é o seu negócio, mas em algumas a venda de energia já tem peso significativo. No futuro, estima-se dentro de 10 a 20 anos, a geração de energia será mais da metade da receita dessas indústrias”, contou o diretor da Stora Enso.
A fase atual é de aperfeiçoamento de tecnologias e de parcerias científicas e comerciais, segundo Borges – como o caso da Stora Enso em seu parque de fábricas na Europa. “A empresa florestal tem o know how relacionado à matéria prima e outros segmentos fazem o processamento da biomassa, para produzir biodiesel ou bioenergia. A distribuição já não é o nosso negócio, por isso esse tipo de aliança é importante para cobrir toda a cadeia”, comentou.
O diretor mencionou ainda sobre a permanente evolução dos métodos de produção. “A gaseificação da madeira é um processo antigo, de antes da Segunda Guerra Mundial. Foi sendo aperfeiçoado para se tornar mais limpo, ambientalmente adequado e viável economicamente em larga escala”.
Celulose Online com informações da Expoforest
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