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23/12/2010 - A aposta em projetos sustentáveis na área da agricultura e pecuária, garante ao Brasil estar dentre os países mais adiantados no alcance das metas firmadas na 15ª Conferência das Partes da Convenção do Clima (COP15) que aconteceu em Copenhague no ano passado, buscando minimizar os efeitos nocivos dessas atividades para a natureza. Alguns resultados de programas promovidos pelo governo federal nos últimos oito anos podem ser notados como: aumento de produtividade com crescimento econômico, responsabilidade social e respeito ao meio ambiente, podem ser vistos graças ao orçamento para a produção rural que quase quadruplicou.
O programa ABC (Agricultura de Baixo Carbono) é uma das principais ações adotadas na safra atual (1º de julho de 2010 a 30 de junho de 2011) pelo Ministério da Agricultura, para reduzir a emissão de gases de efeito estufa, como o dióxido de carbono (CO²). Além de oferecer financiamento a produtores rurais, o governo promove estudos por meio da Embrapa e capacitação profissional para facilitar a difusão de práticas como plantio direto na palha, fixação biológica de nitrogênio, recuperação de pastagens degradadas e o sistema ILPF (Integração Lavoura-Pecuária-Florestas), que contribuem para a preservação das áreas de produção.
O coordenador de Assessoria de Gestão Estratégica do Ministério da Agricultura, Derli Dossa, lembra que o ABC é destinado aos produtores rurais de todos os biomas brasileiros e busca, nos próximos dez anos, deixar de emitir 165 milhões de toneladas equivalentes de CO2. “A nova agricultura colocada em prática está voltada para diminuir a quantidade de gases poluentes e tem como consequência um clima menos quente no mundo”, afirma.
Outras vertentes do programa são a manutenção de florestas comerciais e a recomposição de áreas de preservação ou de reservas florestais, estimulando a redução do desmatamento, sobretudo no bioma Amazônia. A iniciativa complementa as ações do Programa Boi Guardião, lançado em 2009 para monitorar o desmatamento de áreas produtivas na região Norte. Pela regra, apenas o pecuarista que não desmatar para abrir novos pastos no bioma amazônico recebe a GTA (Guia de Trânsito Animal) eletrônica para comercializar o gado.
A ação que complementa o ciclo de atividades desenvolvidas para promover uma safra mais verde no País é o Proflora (Programa de Plantio Comercial e Recuperação de Florestas), direcionado à implantação de florestas e à recomposição das áreas de Reserva Legal e Preservação Permanente. A intenção do governo é aumentar, até 2020, a área de florestas de seis milhões para nove milhões de hectares. Isso permitirá a redução da emissão de oito milhões de toneladas a 10 milhões de toneladas de CO2 (medida que considera todos os gases de efeito estufa), no período de dez anos.
Dos R$ 18 bilhões oferecidos como crédito rural no Plano Agrícola e Pecuário desta safra, R$ 2 bilhões são destinados ao programa ABC e R$ 1 bilhão ao Produsa.
Para o presidente da Embrapa, Pedro Arraes, o ABC consolida as metas negociadas pelo Brasil na COP15, dando oportunidade ao País de ter a agricultura mais verde do mundo. “O Brasil vai vender a âncora verde de sua agricultura. Isso abre negócios, aumenta a renda dos agricultores e melhora as condições ambientais”, ressaltou. Para Arraes, a agricultura ambientalmente correta só traz benefícios para a sociedade e para a economia, já que o Brasil poderá estender as exportações para mercados que valorizam a sustentabilidade.
Fonte: Mapa/Adaptado por Celulose Online
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