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Por Valter Jossi Wagner

04/10/2011 - O ex-ministro da Fazenda Mailson da Nóbrega foi um dos convidados para o Panorama Setorial, evento que faz parte da ABTCP 2011. O economista falou para uma plateia de cerca de 150 executivos, CEOs e profissionais do setor de C&P e apresentou a palestra "Perspectivas da Economia Brasileira", nesta segunda-feira (4), às 14h30.
Maílson da Nóbrega começou sua abordagem analisando a crise na economia mundial de 2008 que trouxe grandes problemas para vários países. Ele fez um comparativo com a crise que está acontecendo neste ano na Europa, principalmente na Grécia e que já vem trazendo grandes problemas para a economia mundial.
"O sistema financeiro europeu está em crise e poucos acreditam na recuperação da Grécia por vários anos. O colapso grego seria uma catástrofe mundial”, disse.
Nóbrega que também é escritor e analista de mercado, sócio da Tendências Consultoria, observou que para aumentar o potencial de crescimento será necessário realizar reformas estruturais em especial a tributária, além de investimentos em infra-estrutura, mediante a privatização de rodovias, portos e aeroportos. “Não vejo na presidenta Dilma a liderança necessária para executar a reforma tributária, que exigiria muita negociação para obter concessões dos governadores”, avaliou.
Segundo ex-ministro, a China, que é a grande fonte de importação de produtos brasileiros, deve continuar crescendo em ritmo acelerado. "Brasil e China se saíram bem da crise, mantendo o crescimento da economia. O Brasil está mais resistente hoje, porque tem um sistema financeiro sólido e sofisticado. Temos a quarta maior Bolsa do mundo para proteção dos investidores", comentou.
Na opinião dele, diante de problemas enfrentados por países da zona do euro, EUA e Japão, o Brasil é um país que apresenta situação externa confortável. "As reservas do país são superiores à dívida externa, fazendo com que o Brasil seja credor do mundo”.
O palestrante apontou que nos últimos anos, o nível de investimento no Brasil tem aumentado. “Isso acontece pela situação que o País se encontra, com economia crescente e dívida controlada, emitindo sinal de que os riscos de calote são baixos e a perspectiva de crescimento é alta, tornando-se mira de investidores”, avaliou.
De acordo com ele, o Brasil passou bem pela crise de 2008 e ainda tem condições de avançar em função de fatores positivos como instituições políticas e econômicas sólidas; democracia consolidada e funcional; imprensa livre, competitiva e agressiva; e capacidade de defender direito individual e moeda estável.
Mailson demonstrou otimismo em relação ao futuro do Brasil. "O Brasil está atento, integrado, tem crítica e pesquisas de altíssima qualidade, e por isso deve superar os riscos e continuar crescendo", finalizou.
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