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30/04/2010 - A Confederação Nacional da Indústria (CNI) mantém uma agenda de debates que reforça a participação do setor produtivo no combate ao aquecimento global. Nos próximos dias, a CNI realizará três eventos para discutir os impactos da mudança do clima sobre a produção. Nesta sexta-feira, 30 de abril, ocorrerá a Mobilização da Indústria para a Política Nacional de Mudanças Climáticas. Na próxima segunda-feira, 3 de maio, será a vez do seminário Comércio e Mudança do Clima: Uma agenda para a Coalizão Empresarial Brasileira. Na terça-feira, 4 de maio, o economista franco-polonês Ignacy Sachs apresentará a palestra “Rumo à Economia do Baixo Carbono - Oportunidades para a Indústria Brasileira”. Todos os eventos serão realizados no escritório da CNI, em São Paulo.
"Isso demonstra a preocupação da indústria brasileira com a mudança climática", destaca a gerente executiva de Negociações Internacionais da CNI, Soraya Rosar.
Os participantes do encontro que acontece sexta-feira discutirão a regulamentação da lei que instituiu a Política Nacional sobre Mudança do Clima. "Estamos em busca de soluções e oportunidades para os desafios que a lei está criando", explica o gerente executivo da Unidade de Competitividade Industrial da CNI, Augusto Jucá. Segundo ele, o encontro terá a participação de representantes de federações de indústrias.
Na segunda-feira, 3 de maio, o seminário Comércio e mudança do clima: uma agenda para a Coalizão Empresarial Brasileira avaliará o impacto das políticas de redução de emissões de gases do efeito estufa nas regras do comércio internacional. As propostas do seminário orientarão o trabalho da Coalizão Empresarial no acompanhamento das negociações comerciais do Brasil com outros países.
Entre os temas que serão abordados no evento estão os avanços das negociações sobre mudanças climáticas depois da 15ª Conferência das Nações Unidas realizada em dezembro do ano passado, em Copenhague. O programa do seminário inclui debates sobre os impactos das medidas de clima sobre o comércio exterior brasileiro. Uma das preocupações da indústria são as barreiras comerciais que podem ser criadas com a justificativa da redução da emissão de gás carbônico.
A adaptação das empresas aos processos de produção menos intensivos na emissão de gases do efeito estufa volta a ser debatida na palestra Rumo à economia de baixo carbono - oportunidades para a indústria brasileira, que ocorrerá na terça-feira, 4 de maio. A palestra será apresentada pelo economista franco-polonês Ignacy Sachs, um dos formuladores do conceito de desenvolvimento sustentável. Sachs é diretor do Centro de Pesquisas do Brasil Contemporâneo na Escola de Altos Estudos de Ciências Sociais, em Paris.
De acordo com o analista de Política e Indústria da Unidade de Meio Ambiente da CNI, Mário Cardoso, o evento mostrará como a mudança do clima alterará as formas de produção e os hábitos de consumo. "Hoje não faz sentido fazer um investimento em uma linha de produção que não tenha sustentabilidade", diz Cardoso. Ele destaca que o mundo passa por um processo de transição, em que a questão ambiental é uma prioridade para as empresas.
A palestra de Sachs integra o ciclo de debates preparatórios para a II Conferência da Indústria Brasileira para o Meio Ambiente (Cibma), que ocorrerá em Salvador entre os dias 19 e 21 de maio. Na Conferência, os representantes da indústria consolidarão a Agenda Ambiental da Indústria, que será entregue aos candidatos à Presidência da República.
O escritório da CNI em São Paulo fica na Rua Olimpíadas, 242, 10º andar, na Vila Olímpia.
Fonte:Maxpress/Adaptado por Celulose Online
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