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22/06/2010 - A fiscalizações da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) para combater o comércio de lenha de espécies de origem nativa, apreendeu na semana passada, 1,5 estéres de lenha para fogueira sem o Documento de Origem Florestal - DOF no bairro do Cruzeiro, em Gravatá(PE). Nos municípios de Boa Vista(RR) e de Belo Jardim(PE) foram confiscados 19 estéres sem qualquer documentação. A ação ocorre principalmente no Agreste, região pernambucana na qual a tradição da queima da fogueira é mais cultivada. As atividades seguem durante todo o ciclo junino.
Mas, além de autuar possíveis infratores, a CPRH também promove a educação ambiental neste período. Um folder com orientações sobre que madeira utilizar para a queima de fogueiras e os riscos que os balões representam para as matas está sendo distribuído em locais estratégicos. As espécies exóticas devem ser a preferência de quem quer acender a fogueira sem problemas no São João, tais como: Algaroba, Mangueira, Jaqueira, Ficus, Sombreiro, Goiabeira, Cajueiro e Jambeiro. No caso das espécies nativas, é importante que o consumidor exija a apresentação do DOF e da nota fiscal, pois são eles que comprovam a autorização de corte, transporte e comercialização da madeira.
A exigência da documentação tem o objetivo de evitar a degradação dos biomas Mata Atlântica e Caatinga, protegidos pela legislação ambiental, e que têm como exemplos de espécies:Cupiúba,Cajazeira, Embaúba, Caatingueira, Jurema Preta, Imburana, Umbuzeiro, Juazeiro, Baraúna e Aroeira.
O diretor presidente da CPRH, Hélio Gurgel faz um alerta. “A população deve preferir as fogueiras menores, que queimam mais rapidamente, diminuindo o tempo de emissão de gases que colaboram para o efeito estufa. Além disso, as maiores podem comprometer a rede de eletricidade”, explica. A Lei de Crimes Ambientais prevê a punição para a compra e a venda de madeira ilegal. Denúncias podem ser feitas à Ouvidoria Ambiental da Agência pelo telefone (81) 3182-8923 ou pelo site www.cprh.pe.gov.br.
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