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publicado em 11/01/2012
Celulose Riograndense substitui combustível base por gás natural
Primeira troca vai ocorrer em julho deste ano nos fornos de cal. Empresa visa ter ganhos econômicos e ambientais

Por Victor Prates

11/01/2012 – A CMPC Celulose Riograndense, instalada em Guaíba, no Rio Grande do Sul, anunciou que após vários meses de detalhamento e negociação iniciará um processo de substituição do óleo combustível, usado em toda sua produção, para o GN (Gás Natural).

Com o contrato fechado em meados de julho do ano passado com a distribuidora Sulgás, empresa estatal, o investimento inicial da Celulose Riograndense para a migração e demais interligações que venham a ser necessárias será de aproximadamente US$ 1 milhão. A maior parte do aporte necessário para viabilizar o projeto será feito pela Sulgás, cujos investimentos para a construção do gasoduto em Guaíba somam R$ 21 milhões.

A previsão da empresa é substituir integralmente o uso do óleo combustível nos demais equipamentos da unidade em um prazo de até dois anos, combinando com o início das operações da nova fábrica de celulose do grupo – previsto para ocorrer no segundo semestre de 2014. “Realizaremos uma parada geral no meio desse ano e em um primeiro ponto trocaremos para o uso do gás os fornos de cal. A substituição vai continuar a acontecer gradativamente com os demais equipamentos”, afirma o diretor-presidente da CMPC Celulose Riograndense, Walter Nunes.

Atualmente a fábrica de celulose possui uma matriz energética baseada na queima de licor negro derivado do cozimento da madeira para a extração de fibra, num total de 63% da necessidade total de energia. Já 33% provem da queima do carvão mineral em caldeiras de força e 4% vindos do óleo combustível queimado no forno de produção de cal.

Entre os motivos da substituição estão os ganhos financeiros e ambientais. “O gás tem um preço menor que o óleo combustível. Além do baixo custo, é mais fácil de operar, pois sua logística é menos complicada. Também é melhor para o meio ambiente, pois mesmo não sendo um gás renovável, ele polui menos”, destaca o executivo.

De acordo com diretor-presidente, a migração do combustível não vai alterar muito os níveis e números de consumo e produção, uma vez que se trata apenas de uma substituição térmica. “Vamos manter com o GN a mesma energia e um ritmo de consumo nos fornos de cal entre 35 a 40 toneladas por dia. Teremos também a queima em forno rotativo de produção de cal virgem atingindo 275 toneladas/dia. Esta substituição trará benefícios para a cidade de Guaíba”, comenta Nunes.

Mesmo com esta operação de troca, o gás natural ainda possui um problema de disponibilidade. “O governo brasileiro está trabalhando forte em investimentos nesta área, uma vez que país se posicionou a não depender da importação da Bolívia e ter um histórico de queimas deste produto. A tendência está no mercado junto com a oferta e demanda”, projeta o diretor-presidente.

CeluloseOnline

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