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Cenibra faz projeto para duplicar produção
Terceira linha deve entrar em operação entre 2015 e 2016, mas pode ser antecipada
Da Redação
06/10/2010 - A Cenibra, fabricante brasileira de celulose controlada por um grupo empresas japonesas liderado pela Oji Paper, uma das maiores produtoras mundiais de papéis térmicos, está estudando projeto de duplicação de capacidade em Belo Oriente (MG) no começo de 2011.
Os estudos, que foram iniciados há mais de dois anos e acabaram suspensos por conta da crise econômica, estão em fase de atualização e devem ser encaminhados ao conselho de administração até o fim do ano. A partir daí, a execução do projeto dependerá apenas do aval dos acionistas.
O plano em andamento prevê a ampliação da capacidade em 1 milhão de toneladas anuais, o que exigiria investimentos de US$ 1,2 bilhão a US$ 1,3 bilhão, considerando apenas instalações industriais.
O início de operação, considerando-se 100% de fornecimento próprio de madeira, está estimado para 2015 ou 2016. Essa data, contudo, pode ser antecipada caso a companhia opte por comprar madeira de terceiros - hoje, há alguma área excedente de florestas próprias plantadas, porém insuficiente para alimentar uma nova máquina antes de 2015.
Parte significativa da nova produção deve ser direcionada à China, que se consolida como importante consumidor.
Para a construção da terceira linha, a Cenibra poderá utilizar recursos dos acionistas, como já ocorreu em outros processos de modernização da unidade, e ainda recorrer ao mercado de dívida. O projeto de financiamento, contudo, ainda não está definido.
Um dos principais temas para a execução do projeto está relacionado ao fornecimento de madeira.
Atualmente, a Cenibra conta com 150 mil hectares de florestas plantadas, suficientes para abastecer as duas linhas existentes e uma produção adicional de 150 mil toneladas de celulose por ano.
O estudo original já previa possíveis áreas para plantio bem como alternativas para aquisição de matéria-prima no arredores de Belo Oriente. O mais importante nessa fase do planejamento, de acordo com o presidente, é preservar o raio máximo entre fábrica e floresta, hoje de 140 quilômetros.
Até meados de 2012, não há previsão de entrada de novas fábricas - de 2012 a 2015, contudo, haverá uma nova unidade por ano somente no Brasil - e os prognósticos para o mercado são positivos, especialmente se considerado o consumo chinês.
Em 2010, entre 20% e 25% da fibra produzida pela Cenibra deverá ser exportada para o Japão e o restante, vendido à Europa (30% a 35%), China e Ásia (20%), América do Norte (10%) e América Latina (entre 1% e 2%).
A produção adicional deverá ser direcionada sobretudo para o mercado chinês, que já se consolidou como importante consumidor da matéria-prima brasileira. dados da finlandesa Pöyry indicam que China e demais países asiáticos deverão responder por 50% do consumo mundial de celulose de mercado em 2025 - ante 35% em 2008.
Fundada em 1973, a Cenibra já teve em sua composição acionária a Vale, que se associou ao Japan Brazil Paper and Pulp Resources Development (JBP) com o objetivo de formar uma empresa de base florestal. Em 2001, a fatia da mineradora foi comprada pelo consórcio, que assumiu o controle da companhia
de celulose.
Fonte: Valor. Adaptado por Celulose Online.
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