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Por Andrea Berzotti
23/11/2010 – Durante a rodada de discussão com os líderes das companhias do setor de C&P, que aconteceu na tarde desta segunda-feira (22), no V Congresso Latino-Americano das Perspectivas do Setor de Celulose e Papel, organizado pela RISI, o principal foco em mercado exterior de muitas indústrias é a China.
A Suzano tem 35% da produção com o foco na China. “Temos uma perspectiva de crescer. É o mercado do futuro. Nosso principal destino será a China”, disse Antonio Maciel Neto, CEO da Suzano.
Na visão de Sérgio Colvin, CEO CMPC Celulose S/A, a China é uma nação completamente diferente. “É um comprador diferente”. Segundo ele, a China é um país que os ocidentais não vão conseguir mudar. “E vamos ter que nos acostumar, pois são grandes especuladores”, destacou. Mas, para Colvin, eles são bons compradores também, pois quando compram, sempre pagam. “O que em muitas vezes no mundo ocidental isso nem sempre acontece”.
Outro fator que vem preocupando as empresas são os novos consumidores. Para Miguel Rincon Arredondo, CEO da Bio Pappel, companhia que atua no México, há três desafios no País, ou seja, três tipos de crises. A crise financeira, a crise do aquecimento global e o envelhecimento da população - o que está dando uma forma ao novo consumidor e poderá moldar o século 21. “Estamos entrando no século 21 em 2011, pois surgiu um novo consumidor, mais crítico, mais exigente e mais ambientalista”. Para ele, diante deste cenário e deste perfil, o século 21 começa em 2011.
Com destaque no ano seguinte, Carlos Aguiar, CEO da Fibria, está confiante com o setor e acredita em dois bons anos pela frente. “A demanda vai continuar crescendo”. Segundo ele, a companhia está focada na questão da sustentabilidade (água, energia, relacionamento com as comunidades, fornecedores). Os investimentos para os próximos anos estão na Europa (40%), na América do Norte (30%) e também na China (23%).
Maciel Neto, da Suzano, também defende a bandeira de baixar os investimentos na taxação. “A guerra cambial é um grande desafio do setor”. Sergio Colvin, da CMPC Celulose, também é da mesma opinião. “No Brasil seria importante uma reforma tributária urgente”.
Em relação a outros países, a Argentina tem gerado bons lucros. Colvin afirma que os negócios da companhia no país funcionam relativamente bem, mas contam com um grande desafio na mão de obra. “É uma questão muito complexa, pois os sindicatos são muito fortes”.
Celulose Online.
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