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Da redação
24/11/2010 – Com o surgimento dos e-readers (leitores eletrônicos de livros e jornais), criados utilizando um monitor de e-paper, ou papel-eletrônico, para exibir textos, fotos e vídeos, ficou mais fácil e ágil ter acesso às mídias online. O e-paper é um material que usa a técnica de electrowetting (sem tradução em português) que consiste em aplicar um campo elétrico em gotículas coloridas em um vidro, de modo a simular a sensação visual de letras (fotos, etc.) impressas em papel virtual.
O problema com o e-paper, como toda tecnologia atual, é que ele não é muito fácil de reciclar, além de ser apresentado em um meio sólido que ainda não pode ser dobrado e guardado com facilidade. Isso pelo menos até os dias de hoje.
O professor de engenharia elétrica da Universidade de Cincinnati, Andrew Steckl, demonstrou que a técnica do electrowetting pode funcionar também em papel de verdade, desde que esse papel siga algumas normas técnicas de fabricação específicas.
Essa tecnologia abre possibilidade para que o usuário tenha um leitor eletrônico no mesmo formato – de textura e mobilidade – que uma folha de papel normal, que poderá ser dobrado e guardado no bolso, depois usado para ler o jornal preferido, por exemplo, além de baixar livros e ver vídeos.
Outra vantagem do papel-eletrônico feito de papel é a questão ambiental. Após algumas semanas de uso, uma folha de papel irá parecer naturalmente desgastada. Como se trata de papel de verdade, é possível deixá-lo na lixeira de coleta seletiva, como é feito com qualquer papel normal hoje em dia. Sem contar com uma redução no alto uso de papel, quando essa tecnologia atingir todo o seu potencial econômico.
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