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25/04/2011 - Um grupo de técnicos da Argentina e do Uruguai iniciará em maio a primeira etapa de monitoramento da fábrica finlandesa de pasta de celulose UPM (ex-Bótnia), localizada em Fray Bentos, às margens do rio Uruguai, que foi o pivô de um dos maiores desentendimentos diplomáticos entre as duas nações.
Dois cientistas de cada país irão percorrer a instalação para analisar as condições do local e o modo como se desenvolvem as atividades. Eles compõem o Comitê Científico Binacional, que a partir de agora deverá realizar vistorias 12 vezes por ano na fábrica.
Segundo a comissão administradora do Rio Uruguai, os técnicos realizarão primeiramente um ensaio e alguns controles até o fim do mês, uma vez que o comitê ainda não possui equipamentos para realizar uma averiguação rigorosa. O grupo de cientistas também ficou responsável pela análise da qualidade da água do rio Uruguai na região onde a fábrica está construída.
O rio é uma divisão natural entre a Argentina e o Uruguai e a instalação da fábrica na margem uruguaia causou protestos do outro lado da fronteira e levou a desentendimentos diplomáticos, que só foram superados após os presidentes Cristina Kirchner e José Mujica assinarem um acordo de vigilância ambiental.
Os argentinos reclamavam que, além de poluir o rio, a construção da indústria violava o Tratado do Rio Uruguai. O caso chegou a ser levado para a Corte Internacional de Justiça, sediada em Haia, na Holanda, que, há um ano, determinou a manutenção das instalações da UPM, mas recomendou a criação de um mecanismo de controle.
Fonte: ANSA/Adaptado por Celulose Online
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