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03/01/2011 - A Comissão Administradora do Rio Uruguai (CARU) está realizando consultas no exterior para comprar sensores de medição ambiental para colocar na região onde está instalada a fábrica de pasta de celulose UPM, ex-Bótnia. Os sensores serão instalados no entorno da fábrica para executar o controle em tempo real dos afluentes e têm um custo estimado de US$ 200 mil, que serão comprados pela CARU.
Cientistas do Uruguai e da Argentina sobrevoaram o rio em toda a sua extensão para definir quais serão os pontos em que serão colocados os sensores. A instalação está prevista dentro do acordo para a vigilância ambiental que foi acordado pelos presidentes José Mujica e Cristina Kirchner.
Os governos do Uruguai e da Argentina superaram recentemente seu pior conflito diplomático em décadas motivado pela instalação da fábrica de capital finlandês na cidade uruguaia de Fray Bentos, à margem do Rio Uruguai.
As autoridades dos dois países nomearam cientistas para realizar o monitoramento da qualidade da água. Os argentinos reclamavam que a empresa, cuja construção foi autorizada pelo ex-presidente Tabaré Vázquez (2005-2010), poluía a região e violava o Tratado do Rio Uruguai.
O monitoramento conjunto também foi recomendado pela Corte Internacional de Justiça, com sede em Haia, que deliberou em abril sobre a demanda encaminhada pelo governo argentino ao tribunal.
Fonte: ANSA/Adaptado por Celulose Online
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