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26/01/2010 - A crise financeira internacional trouxe três consequências diretas ao comércio exterior do Paraná. Em 2009, a pauta de exportações estadual ficou mais concentrada. Isso quer dizer que diminuiu a variedade de produtos que saem do Paraná rumo a outros países. Além disso, no ano em que a troca internacional de produtos e riquezas caiu quase 25%, as empresas paranaenses ficaram mais distantes do mercado dos Estados Unidos, que compra muitos bens industrializados, e mais próximas da China, grande importadora de produtos básicos. Por fim, a corrente de comércio – soma de importações e exportações – caiu 30% no estado, contra 24% no país.
O impacto só não foi maior justamente por causa da força que o Paraná detém na produção de commodities, especialmente soja, carnes e cana de açúcar, cuja procura em plena crise permaneceu aquecida nos países em desenvolvimento.
No curto prazo, essa característica deve beneficiar o estado, porque a perspectiva de crescimento do mundo emergente (a China pode crescer 7,3% em 2010) sinaliza mercado garantido para as commodities paranaenses. No entanto, a concentração das vendas em produtos de baixo valor agregado não vai se sustentar no médio prazo. Especialistas alertam que os norte-americanos voltarão a crescer neste ano, e é necessário reforçar as relações comerciais com os consumidores de maior valor agregado.
De acordo com dados da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), o estado fechou 2009 com uma queda de 26,4% em suas exportações, totalizando US$ 11,2 bilhões. Ainda assim, o saldo da balança comercial do Paraná ficou positivo em US$ 1,604 bilhão, uma vez que as importações apresentaram queda ainda mais acentuada no ano passado, de 33,98%. Os produtos manufaturados foram os que mais sofreram, com queda de 37% nas vendas externas. As exportações de commodities e semimanufaturados caíram 14% e 19%, respectivamente.
O presidente da Câmara Americana de Comércio (Amcham Brasil), Gabriel Rico, ressalta a importância de retomar os Estados Unidos no comércio de manufaturados brasileiros. Pouco mais de 60% da pauta nacional para a América do Norte pertence a esta classe de produtos – como aviões, motores elétricos e hidráulicos, calçados e carne industrializada – e sobe para 74% se incluir semimanufaturados, como celulose e hidrocarbonetos. Já nos mercados emergentes da Ásia, Europa Oriental e Oriente Médio, a situação é inversa: 60% da pauta é concentrada em produtos básicos.
Fonte: Paraná Online. Adaptado por Celulose Online.
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