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13/07/2010 - O maior produtor de papel do México, Corporación Durango, informou, no início do mês, sua nova identidade corporativa: Bio-PAPPEL, S.A.B. de C.V. A companhia definiu a mudança como estratégica refletindo de forma mais exata o seu DNA: Bio-sustentabilidade.
“Depois da crise global, notamos que as questões de sustentabilidade tornaram-se mais sensíveis para os consumidores. Reconhecemos que os clientes estão mais seletivos e extremamente preocupados com o meio ambiente. Então, reorganizamos os nossos negócios ao encontro das necessidades deles”, informou o CEO da Bio-PAPPEL e presidente do conselho de diretores, Miguel Rincón, à PPI América Latina.
As empresas subsidiárias também vão operar sob esse nome para integrar seus produtos e marcas e seguir um ciclo de crescimento sustentável. Os novos nomes serão Bio-PAPPEL Packaging (antes Empresas TITAN); Bio-PAPPEL Printing (antes Grupo PIPSA-MEX); Bio-PAPPEL Kraft (antes Papeles Mexicanos) e Bio-PAPPEL Internacional (antes McKinley Paper Company).
O executivo reforçou que a Bio-PAPPEL é a companhia líder na produção de papel reciclado livre de cloro no México e também na fabricação de sacolas sustentáveis de papel. “Bio-PAPPEL é uma companhia bio-sustentável reconhecida por produzir papel sem cortar árvores, usando somente papel reciclado proveniente da ‘floresta urbana’”, falou Miguel.
Atualmente, a Bio-PAPPEL recicla 1,5 milhão de toneladas por ano de aparas para alimentar seu processo de produção de dois milhões de toneladas de papel por ano. “É mais que uma ‘empresa verde’, é também uma ‘empresa azul’, que se preocupa com a boa utilização dos recursos hídricos”, acrescenta o executivo.
Níveis ambientais
Durante os últimos dez anos, a Bio-PAPPEL investiu mais de Peso $ 4 bilhões (US$ 250 milhões) em projetos de sustentabilidade a fim de salvar milhares de árvores todos os dias, enquanto se tornava a maior entidade recicladora de papel do México e América Latina e líder na produção de papel 100% biodegradável, reciclável e de papel reciclado. Ao reciclar água dos seus processos, a empresa preserva 10,5 milhões de metros cúbicos de água. Ao cogerar energia verde a partir do vapor produzido no processo industrial, ela economiza 4,3 milhões de KW/h. De acordo com a companhia, essas medidas permitem que seja uma das líderes na redução da emissão de carbono da indústria papeleira ao capturar 9 vezes mais carbono que a quantidade lançada em suas atividades.
“Planejamos entrar no mercado de crédito de carbono no próximo ano e o nosso processo está sendo submetido à certificação. Uma vez esse processo concluído, a Bio-PAPPEL será a primeira companhia de papel a integrar o mercado de créditos de carbono no México”, acrescenta Miguel.
A companhia ainda trabalha para melhorar suas ferramentas ambientais a fim de possibilitar a expansão da produção de caixas de papelão ondulado no curto prazo. Nesse sentido, a empresa tem planos de investir US$ 250 milhões nos próximos 4-5 anos, revelou o CEO da companhia. Parte deste recurso será direcionado para a construção das novas unidades de conversão de caixas de papelão do grupo – as mega plantas. (PPI AL 17, 14 de Maio, pág.1)
A primeira delas entrou em operação em 2007, no lugar de unidades antigas do grupo, em Apodaca, nordeste de Monterrey, com capacidade de produção de 8 mil t/mês de caixas de papelão. “A partir de agora, construiremos uma grande planta de conversão por ano”, revela Rincón. Cada uma delas terá a mesma capacidade da unidade de Apodaca e deverá custar US$ 30 milhões. Segundo o CEO da Bio-PAPPEL, as principais vantagens dessas unidades são os baixos custos fixos e qualidade da caixa. “As fábricas dispõem de máquinas de alta velocidade, que podem fabricar caixas de papelão leves com resistência equivalente – ou até maior – que as mais pesadas. Além disso, nós não temos perdas durante o processo de produção. O consumo de energia é racionalizado e mais eficiente, já que as instalações são construídas para serem ecoeficentes”, disse. A próxima mega planta a entrar em operação será a de Guadalajara, no estado de Jalisco, em agosto. Em 2011, a Bio-PAPPEL espera construir uma unidade em Tizayuca, no Estado de Higaldo.
Por Fernanda Belchior, Editora de Notícias, PPI Latin America, fbelchior@risi.com.
Esta reportagem é conteúdo da PPI Latin America, uma publicação da RISI que cobre os mercados e preços de celulose e papel na América Latina.
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