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21/03/2011 - Na semana passada, a polícia do Mato Grosso descobriu um esquema de criação de florestas fantasmas no Estado. A quadrilha já estava planejando grilar uma nova área para dar início a um novo processo de fraude. O alvo da nova grilagem era a área vizinha à Fazenda Moreira, denominada Fazenda Arara, no município de União do Sul, Norte do Estado, considerado berço da prática criminosa.
Os 18 integrantes do quadrilha pretendiam, evidentemente, agir da mesma forma que aconteceu em 2007, quando tomaram a área que eles denominaram de Fazenda Moreira, com cerca de 2 mil hectares. O esquema descoberto agora rendeu algo em torno de R$ 3 milhões – valor relacionado aos 20 mil metros de créditos florestais.
As investigações para desmontar o esquema tiveram início há aproximadamente nove meses. Segundo a Polícia, a fazenda grilada e emitia guias florestais e negociava madeira com outras empresas. Calcula-se que tenha chegado a pelo menos mil caminhões de toras. Esses caminhões, contudo, nunca saíram da fazenda. O que houve, na verdade, foi o comércio de documentos.
A quadrilha era composta por pessoas residentes em vários municípios entre eles Cuiabá, Várzea Grande, Sinop, União do Sul e Peixoto de Azevedo assim como os crimes ocorreram em diversos municípios e comarcas.
A tomada da Fazenda Moreira foi articulada por Antonio Paulo de Oliveira, o “Pachola”, preso em União do Sul juntamente com o empresário Gilmar Aliberte. Ambos “tomaram” a terra da vítima por meios fraudulentos. “Pachola” já atuou como policial. A quadrilha contava com a participação de Antônio Guedes Ferreira, tabelião de Peixoto de Azevedo, envolvido na falsificação de documentos para grilagem e falsos reconhecimentos da firma.
Já o plano de exploração florestal foi montado com documentos falsos apresentados pelo engenheiro florestal Péricles Pereira Sena, contratado pela quadrilha para elaboração do projeto aprovado com apoio de servidores públicos.
Segundo os delegados que atuaram no caso, a investigação terá desdobramentos para apurar quais madeireiras utilizaram os créditos para o transporte de madeiras. “Hoje a investigação se concentra nas fraudes. Já temos nove volumes de inquérito com provas periciais e técnicas. Agora vamos nos concentrar nos interrogatórios para concluir essa fase do trabalho”, finalizou o delegado Carlos Cunha.
Fonte: Redação 24 Horas News/ Adaptado por Celulose Online
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