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26/08/2010 - Parte do recuo das exportações nacionais de papel e celulose estão acontecendo devido à redução do ritmo de importação chinesa, que hoje responde por cerca de 30% das vendas brasileiras, de acordo com análise da equipe do departamento econômico do Bradesco. A retração atinge 33% em julho, na mesma base de comparação (considerando o desempenho chinês, e não somente as compras de produtos brasileiros).
As vendas externas de celulose somaram 634 mil toneladas em julho, o que representa retração de 23,2% na comparação interanual, conforme divulgado ontem pela Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa). Já as vendas domésticas de celulose avançaram 7,1% em julho na comparação interanual, com vendas de 135 mil toneladas e a produção doméstica cresceu 5,1% ante julho de 2009, totalizando 1,215 milhão de toneladas.
"Para o restante do ano, mantemos nossas expectativas de expansão da produção de celulose e de papel de 6% e 4%, respectivamente, sendo que, no acumulado de janeiro a julho, foram registradas altas de 8,3% e 6,5%, nesta mesma ordem", afirma a equipe da insituição financeira, chefiada pelo economista Octavio de Barros.
Adicionalmente, a comercialização de papel no País apresentou incremento de 3,2% em relação a julho de 2009, com 446 mil toneladas comercializadas. Sobre o comércio internacional de papel, as exportações apresentaram queda de 6,9% no mês em relação ao mesmo período do ano passado. Além disso, o consumo aparente de papel - considerando a soma da produção doméstica com as importações, excluindo as exportações - mostrou alta interanual de 9% em julho e a produção nacional cresceu 3,7% no mesmo período.
Fonte: Agência IN/Adaptado por Celulose Online
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