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18/06/2010 - Enfrentar os problemas atuais de tratamento de água, gestão de resíduos, mudanças climáticas e eficiência energética é um desafio que exige cada vez mais a ação de empresas especializadas. Além do interesse em recuperar e reduzir os passivos ambientais, sai na frente quem investe em tratamento de resíduos, energias renováveis, metas de redução nas emissões de carbono, redução no consumo de matérias-primas. É o que constatou a Ecogeo, empresa pioneira no país na prestação de serviços de consultoria e geotecnia ambiental.
Depois de aumentar suas receitas em 25% em 2009, o grupo, formado por cinco empresas, estima atingir o faturamento de R$ 200 milhões até 2014, triplicando o faturamento atual de R$ 50 milhões.
As projeções focam em áreas de atuação tradicionais da Ecogeo, como consultoria e engenharia ambiental, mas preveem investimentos na área de energias renováveis e carbono. Focam também na expansão de serviços para outros países da América Latina.
A Ecogeo atraiu a atenção do conglomerado Ecos Group e amplia sua atuação para o Peru e o Chile. O fundo de investimentos e de private equity, com sede no Panamá, foi criado por investidores suíços interessados em empresas latino-americanas que atuam na área de desenvolvimento sustentável.
Energias renováveis
Com essa parceria, a empresa está investindo principalmente na geração de biogás e biodiesel a partir de resíduos de óleos vegetais e gordura animal.
"O Brasil tem um enorme potencial de biomassa, como ocorre com o etanol da cana, mas há outras fontes residuais que podem ser aproveitadas para gerar energia", afirma Ernesto Mori, presidente da empresa.
"Com essa operação, estamos nos antecipando às demandas do mercado nas regiões com grande potencial para a geração de biogás e de biodiesel".
Novos projetos
A primeira empresa do grupo, a Geoklock, nasceu em um setor que "ainda engatinhava no Brasil". Com as novas preocupações ambientais e a legislação mais rígida, a demanda aumentou e hoje o conglomerado está dividido em duas áreas: tradicional e energias renováveis.
Na área tradicional, composta de trabalhos de pesquisa, remediação e revitalização de áreas contaminadas, além da Geoklock, o grupo conta com a Bachema, laboratório especializado em análises ambientais, e com a Biosol, empresa que presta serviços geotécnicos, monta e opera sistemas de remediação.
Em 2006, a Ecogeo começou a investir em energias renováveis com a Biolatina. Entre os projetos, a empresa promove a geração de energia elétrica e térmica a partir de biogás em um projeto-modelo no Mato Grosso que produz biodiesel de gordura animal para um frigorífico local, destinado ao abastecimento de sua frota de veículos.
A área de energias alternativas atrai pesquisa. Em 2009, foi criada a Algae Tecnologia, voltada para o desenvolvimento de sistemas de produção de biocombustíveis e mitigação ambiental a partir do cultivo de microalgas.
A Algae recebeu um aporte de R$ 5 milhões do BNDES, da Finep e do CNPq e o primeiro projeto-piloto em escala industrial, que utiliza microalgas para a produção de biodiesel, deve estar funcionando em 2011.
Além dessas empresas, o grupo apóia o Instituto Ekos, que tem atuação em projetos de preservação da biodiversidade e do estoque de carbono em florestas tropicais, um deles na Amazônia.
Fonte: Brasil Econômico/Adaptado por Celulose Online
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