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24/04/2011 - As empresas brasileiras que amargaram prejuízo com derivativos cambiais e restrição a linhas de crédito durante a crise financeira estão passando por uma nova fase. O movimento reflete a reestruturação na gestão das companhias e as boas perspectivas para o País, cuja classificação de risco também foi elevada recentemente. A expectativa é de que as companhias que enfrentaram a desconfiança dos investidores, como a Fibria, recebam em breve o mesmo reconhecimento.
Apesar de terem sido criticadas durante a crise por não alertarem sobre o risco nas operações lastreadas em créditos subprime, as agências de rating continuam sendo referência na análise das condições financeiras de emissores no mercado financeiro. Um rating melhor contribui, por exemplo, para que empresas e governos levantem recursos a custos mais baixos.
A lista de companhias que passaram por reviravolta desde a crise econômica iniciada nos Estados Unidos é extensa. Maior fabricante mundial de celulose branqueada de eucalipto do mundo, a Fibria é um exemplo. A empresa foi criada em setembro de 2009, a partir da união entre Aracruz e Votorantim Celulose e Papel (VCP).
Meses antes, as duas companhias perderam o grau de investimento, em decorrência do prejuízo apurado pela Aracruz com operações de derivativos e da oferta de compra feita pela VCP aos controladores da Aracruz. Desde então, retomar o grau de investimento é uma prioridade para a diretoria da Fibria. "A empresa vai continuar trabalhando para atingir os requisitos do investment grade", afirma o gerente de Relações com Investidores, André Luiz Gonçalves.
Desde dezembro, quando a Fibria anunciou a venda da participação de 50% no Conpacel e da distribuidora KSR à Suzano Papel e Celulose, por R$ 1,5 bilhão, a avaliação da empresa foi revista pelas agências. "No primeiro trimestre de 2009, a relação dívida líquida sobre Ebitda era de quase 8 vezes", lembra. Ao final de 2010, o nível de alavancagem havia caído para 3,6 vezes. Com isso, cresce a expectativa de que a Fibria possa ingressar, em breve, no grupo de empresas brasileiras com grau de investimento.
Fonte: O Estado de São Paulo/Adaptado por Celulose Online
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