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29/08/2010 – Representantes de empresas do setor de base florestal e de organizações ambientalistas de todo o país participaram, na sexta-feira(27), em Itu (SP), do encerramento do 7º. Encontro Nacional do Diálogo Florestal. O evento faz parte da iniciativa que busca facilitar a interação e o posicionamento conjunto sobre questões importantes para o desenvolvimento econômico e a conservação ambiental no Brasil.
Reconhecido como um dos segmentos do agronegócio nacional que cumprem a legislação ambiental em vigor, a indústria de base florestal inclui companhias destinadas ao plantio florestal, à produção de papel, celulose e outros produtos derivados de florestas plantadas. “Historicamente antagônicos, empresas e organizações socioambientais se descobriram parceiros devido às grandes extensões de áreas naturais existentes nas terras das empresas do setor”, explica Giovana Baggio, secretária executiva do Diálogo Florestal.
Estima-se que, em todo o Brasil, cerca de 2 milhões de hectares de áreas naturais estejam sob os cuidados do setor de base florestal. Funcionando de forma descentralizada desde 2008, o Diálogo possui sete fóruns regionais de interlocução entre empresas e ONG (veja abaixo os principais destaques de cada fórum e os depoimentos de alguns dos representantes). Por meio dos fóruns regionais, o movimento busca melhorar a relação entre os profissionais dos dois setores e também entre plantios florestais, comunidades locais e biodiversidade.
“Essa interação para discutirmos os assuntos mais inquietantes nos leva a pontos em comum, a partir dos quais podemos atingir o que todos nós estamos procurando, que é a melhoria das questões sociais e ambientais ligadas às florestas no Brasil”, destaca Ivone Namikawa, da área de Sustentabilidade Florestal da Klabin SA.
O evento encerrado na sexta-feira(27) foi a primeira oportunidade de reunião de membros dos fóruns regionais para a troca de experiências e a revisão dos objetivos estratégicos do movimento. Entre os resultados do diálogo, destaca-se a indicação de que os participantes pretendem fazer uma avaliação conjunta para revisão do Código Florestal Brasileiro.
“Ao cumprir o Código Florestal Brasileiro, respeitando áreas de preservação permanente e de reserva legal, as empresas de base florestal dão o exemplo de que é possível conciliar desenvolvimento econômico e conservação dos recursos naturais”, diz Carlos Alberto Mesquita, diretor executivo do Instituto BioAtlântica.
Com o intercâmbio de dados e informações entre empresas e ONG, os fóruns regionais buscam a implantação das estratégias conjuntas de conservação da biodiversidade. “A criação de corredores ecológicos e de mosaicos florestais, combinando áreas nativas e monoculturas, são estratégias benéficas às plantações florestais”, diz João Carlos Augusti, gerente de Meio Ambiente Florestal da Fibria Celulose.
O 8º. Encontro Nacional do Diálogo Florestal deve ocorrer em 2011. Mais informações em www.dialogoflorestal.org.br
Celulose Online
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