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Da Redação
02/03/2011 - A Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (USP/Esalq) oferece a partir deste mês de março mais um programa de pós-graduação, com o curso de Engenharia de Sistemas Agrícolas. O curso tem abrangência em mestrado e doutorado e agregará orientadores dos recém incorporados programas em Máquinas Agrícolas, Irrigação e Drenagem e Física do Ambiente Agrícola.
De acordo com o coordenador, José Paulo Molin, a proposta de unir os três programas anteriores em um só foi discutida com a comissão de pós-graduação (CPG) da Esalq e, posteriormente, aprovada pela pró-reitoria de pós-graduação da Universidade de São Paulo (USP). “Nós criamos linhas novas de pesquisa que estão acima das linhas anteriores. Agora vamos focar os trabalhos em três linhas de observação – Tecnologia, Ambiente e Gestão. Essas linhas caracterizam-se por serem grandes agrupamentos de atividades, diferenciadas pela abordagem e não pelas disciplinas fundamentais”, revela o professor.
Molin explica que Tecnologia é o conjunto das técnicas, artes e ofícios capazes de modificar ou transformar o ambiente em novas realidades construídas artificialmente. Ela contempla as atividades mais clássicas da aplicação da engenharias nos sistemas de produção agrícola, pecuário e florestal e permite a atuação de projetos de solução de problemas.
A linha de pesquisa Ambiente reúne as atuações voltadas ao estudo do ambiente agrícola e dos princípios físicos que regem seu funcionamento. Por último, a linha Gestão cuida da prática no ambiente agrícola ou ecológico pela tomada de decisões racionais e fundamentada na coleta e tratamento de dados e informação.
No contexto dessa linha de pesquisa são alocadas as atuações dos orientadores com suas pesquisas voltadas para a visão sistêmica, dando suporte às políticas públicas e planejamento macro e micro de empreendimentos do agronegócio. Nessa linha, as tradicionais especialidades da engenharia aplicada à agricultura são utilizadas numa abordagem mais ampla, com enfoque para a gestão de processos e de sistemas dentro do ambiente agrícola de produção e suas relações com os recursos naturais, setor econômico e a demanda de alimentos, fibras e energia nas diferentes cadeias do agronegócio.
“Essa foi a forma que encontramos para atingirmos um novo patamar e isso foi muito bem aceito pela Capes que fez uma avaliação inicial antes da criação do programa e já atribuiu um nível 5 (ótimo) para ele. Nossa meta é de subirmos esse patamar num médio prazo”, revela o coordenador.
As tratativas da criação do novo programa começaram no início de 2008. Ao final daquele ano o projeto foi definido. Em 2009, a proposta foi apresentada aos colegiados da Esalq e, só em junho de 2010 é que seguiu para avaliação e posterior aprovação da Capes em outubro. “Após todo esse processo, a Pró-Reitoria de Pós-graduação da USP iniciou a implementação e nos informou, então fizemos eleição para criação da Comissão Coordenadora do Programa - CCP e fizemos a primeira reunião ordinária. Já estamos trabalhando”, finaliza Molin.
Mais informações pelo site www.esalq.usp.br/pg
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