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Da Redação
16/03/2011 - Realizar um estudo comparativo a respeito da inclusão da sustentabilidade nas políticas públicas voltadas à produção de biodiesel no Brasil e em Moçambique, foi o foco da visita à Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (USP/ESALQ) de dois pesquisadores daquele país, nesta terça-feira (15).
O encontro foi agendado pela professora Flavia Trentini, do Departamento de Direito Privado, da Faculdade de Direito de Ribeirão Preto (FDRP) da USP, coordenadora do projeto “Estratégias de sustentabilidade para o biodiesel: o desafio Brasil-Moçambique”, com fomento do Conselho Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) por meio do programa PROÁFRICA. “Somos unidos por uma mesma temática e o ramo do direito agrário é propicio à interdisciplinaridade. Assim, o direito agrário necessita de um arcabouço das bases tanto da economia quanto da agronomia”, comentou a professora Flavia.
Eduardo Alesandre Chiziane e Sérgio Jeremias Gouveia, pesquisadores moçambicanos, foram recepcionados pelos docentes Thiago Liborio Romanelli, do Departamento de Engenharia de Biossistemas (LEB) e vice-presidente da Comissão de Atividades Internacionais (CAInt), e Thais Maria Ferreira de Souza Vieira, do Departamento de Agroindústria, Alimentos e Nutrição (LAN) ) da Escola, e estavam acompanhados das professoras Flavia Trentini e Maria Fonseca, da FDRP da USP.
Segundo Eduardo Chiziane, o país africano constituiu recentemente sua política para os biocombustíveis e o próximo passo é a configuração do quadro regulatório na área”. Na constituição desse sistema normativo é importante olharmos para experiências já consolidadas, que tenham mais tradição e o Brasil está avançado em seu conjunto de leis. Assim apresentaremos o caso brasileiro aos nossos parceiros moçambicanos para trabalharmos na definição das nossas leis tanto no campo normativo quanto no campo prático, com intenção de avançarmos com maior segurança”, destacou.
Durante esta primeira visita, os docentes da ESALQ apresentaram estratégias utilizadas na área, já que ambos desenvolvem pesquisas relacionadas ao biodiesel.
Para Sergio Gouveia, a aproximação com os pesquisadores brasileiros é positiva. “É uma oportunidade de estabelecermos uma parceria inteligente, com vantagens para os dois lados. Do lado moçambicano, pretendemos levantar o máximo do conhecimento existente nessa área, na Universidade de São Paulo, afim de adaptarmos à nossa realidade. Moçambique e Brasil tem muitas similaridades climáticas e agrárias e, com relação aos biocombustíveis, estamos de certa forma no mesmo caminho”. Em Moçambique, Gouveia pesquisa a cultura do pinhão manso. “Precisamos atualizar o conhecimento de técnicas de produção para melhorarmos o rendimento agrícola e atingirmos viabilidade econômica”, completou.
De acordo com Thiago Romanelli, o encontro com os africanos poderá trazer benefícios recíprocos. “O continente africano tem despertado interesse internacional em instituições brasileiras como a Embrapa, por exemplo. Eles tem uma imensa extensão geográfica, demanda pela troca de experiência e convivem com uma produção em ambiente com extremo déficit hídrico, o que para nós será um interessante campo de estudos. Do outro lado, eles querem aprimorar a produção de pinhão manso, portanto esse será uma via de mão dupla”, finalizou.
A visita é uma das atividades do “Encontro Internacional Brasil/Moçambique: perspectivas para os biocombustíveis”, que ocorrerá no Campus da USP em Ribeirão Preto, nesta quarta-feira (16). Saiba mais sobre o evento em www.usp.br/fdrp/noticias/perspectivas_biocombustiveis/perspectivas_biocombustiveis.htm
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