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15/12/2011 – Em um trabalho realizado na Esalq (Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”) pela graduanda em gestão ambiental, Mariana Cerca, e apresentado no mês de novembro durante o 19º Simpósio de Iniciação Científica / Agropecuária, aponta que a falta de modelos adequados para o gerenciamento dos resíduos tem contribuído para agravar os problemas ambientais, sociais e econômicos resultantes da disposição inadequada destes materiais, como em terrenos baldios, lixões e vias públicas.
O diagnóstico aborda ainda sobre a gestão de resíduos da arborização urbana nos pequenos municípios do Estado de São Paulo. O gerenciamento inadequado destas gestões tem resultado em elevados custos para os municípios, gerando comprometimento de grandes áreas para disposição, degradação e poluição do meio ambiente, além do desperdício de materiais com potencial de aproveitamento.
Para o desenvolvimento do projeto foram entrevistados diversas fontes entre técnicos, secretários e diretores da área ambiental das prefeituras municipais das regionais administrativas do Estado, com população inferior a 35.000 habitantes, que contabilizam cerca de 74% da maioria das cidades de São Paulo. Dos 472 municípios nesta categoria, foi obtido retorno de 100, representando 21% das amostras.
Dos resultados relacionados à poda e remoção em relação à autorização, realizar o serviço, responsável pela destinação do resíduo e destinação, ficaram expressos em 94% da autorização – prefeitura; 2% do morador e 4% dos outros. Na realização do serviço – prefeitura foram obtidos 42%; 14% do morador; 21% da prefeitura e morador; 10% do terceirizado e outros 13%. 93% ficaram no responsável pela destinação do resíduo – prefeitura; 3% da empresa terceirizada e 4% prefeitura e morador. Por fim, 32% resultaram em destinação – terrenos a céu aberto; 24% em aterro; 33% em valorização e 11% em outros.
Com isso, o estudo concluiu que a prefeitura é o principal responsável pelos serviços de poda e remoção e pela gestão dos resíduos da arborização urbana. Entretanto, cerca de 95% dos municípios não possuem qualquer estimativa quanto aos custos com esses serviços e quanto ao volume de resíduos gerados, que chega a 56%. Estas são informações fundamentais para a elaboração e implementação de políticas públicas e planos de gerenciamento.
No campo das ações para a redução da geração de resíduos da arborização urbana normalmente adotadas, somente 30% indicou alguma intenção neste sentido referente ao controle e fiscalização da poda, planejamento da arborização e promoção de ações educativas.
Entre as formas de valorização, a mais citada foi a compostagem, em 19% dos municípios, seguida pelas parcerias com padarias, olarias, cerâmicas ou indústrias de região que usam 15% do seu resíduo como fonte de energia . Já a falta de mão de obra qualificada para a realização dos serviços de poda e remoção, foram apontados como os principais problemas na gestão de resíduos.
CeluloseOnline com informações da Esalq
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