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26/09/2010 - A falta de informação quanto à durabilidade e resistência sobre as madeiras amazônicas fez com que o engenheiro floresta Alencar Garlet desenvolvesse uma pesquisa para estudar diferentes espécies provenientes da Amazônia.
Com a idéia em mente, os pesquisadores saíram a campo para coletar espécies em vários pontos da Amazônia. Deram prioridade àquelas que não tivessem sido objeto de estudos anteriores e que apresentassem potencial madeireiro em função da altura, diâmetro do tronco e volume por hectare.
Até o momento, amostras de 11 espécies permanecem intactas e integram o grupo das madeiras tropicais mais duráveis: preciosa, muirapixuna, jataipeba, cumaru, maparajuba, louro-canela, abiurana, pau-santo, muiracatiara-rajada, angelim-vermelho e maçaranduba. A pesquisa ocorre em uma área localizada na Floresta Nacional do Tapajós (PA).
Desde que as amostras começaram a ser analisadas, em 1985, uma equipe vai ao local da pesquisa uma vez ao ano na época da seca para analisar as madeiras. No dia 25, técnicos retornarão da visita anual com novos dados. Cada amostra recebe uma classificação que vai de zero (amostra sadia) a quatro (amostra podre). Os dados são registrados em uma planilha e depois analisados em laboratório. "Agora é que as informações estão maduras e que podemos trabalhar nelas", diz.
Os resultados podem ajudar a valorizar o uso das espécies naturalmente duráveis. Nos Estados Unidos e na Europa, é crescente a restrição ao uso de produtos químicos de preservação de madeira em função de questões ambientais. "O mercado quer madeiras que sejam naturalmente duráveis e esta é uma oportunidade de agregar valor a essas espécies", afirma Garlet.
Fonte: Painel Florestal/Adaptado por Celulose Online
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