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09/02/2010 - Design & Natureza tem sua história iniciada bem antes que da palavra sustentabilidade entrar na moda: sua primeira edição aconteceu em 1999. Hoje a exposição reúne produtos inéditos desenvolvidos de acordo com critérios de sustentabilidade pelos maiores profissionais do País. Pela primeira vez, a mostra chega ao interior.
Quarenta dos mais importantes designers do Brasil foram desafiados a desenvolver peças inéditas que aliam estética, funcionalidade, proteção aos recursos naturais, redução de emissão de produtos poluentes, durabilidade e respeito às questões sociais e culturais. O resultado desse exercício poderá ser conferido em Ribeirão Preto, entre os dias 5 de fevereiro a 7 de março, no Museu de Arte de Ribeirão Preto (MARP).
Essa é a primeira vez que a cidade recebe uma edição do Design & Natureza, já tradicional na capital paulista. A mostra é aprovada pelo Programa de Ação Cultural (ProAC), da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, teve o apoio da Secretaria Municipal da Cultura de Ribeirão Preto por meio do MARP e patrocínio da Leo Madeiras e do Grupo São Martinho, que atua na região de Ribeirão Preto. “Nossa proposta é facilitar o acesso do interior ao design inovador, de qualidade e que seja produzido com responsabilidade”, explica Marici Vila, diretora executiva da Origem.
Design & Natureza nasceu com o objetivo de estimular e divulgar práticas de projetos que contribuam para o desenvolvimento sustentável do planeta. “Procuramos incentivar o designer a pensar de maneira diferente e avaliar melhor todo seu processo de criação. Ao mesmo tempo, estimulamos as pessoas a adotarem um hábito de consumo mais consciente”, diz Christian Ullmann, um dos idealizadores e curadores da mostra.
Na exposição, estarão presentes grandes nomes do design brasileiro, como Fernando Jaeger, autor da cadeira petit, que estrelou a última campanha da Vivo; Pedro Paulo Santoro Franco, e artistas de outros estados do Brasil também marcam presença na 7ª edição do Design & Natureza.
Para desenvolver os produtos, os profissionais participaram de workshops e foram orientados durante meses pelos curadores Christian Ullmann e Marili Brandão a utilizarem os critérios do design sustentável. Não houve restrições em relação aos materiais utilizados como matéria-prima, só precisavam ser de origem renovável ou reciclados.
Um dos resultados desse trabalho são os vasos e castiçais criados pelo designer Pedro Petry, que utilizou como matéria-prima madeiras de cafezeiro de uma pequena fazenda de Itu, no interior de São Paulo. Os pés de café, com mais de 60 anos de vida, tinham sido cortados para dar espaço ao cultivo de cana-de-açúcar e seu destino era, provavelmente, forno de padaria ou aterro sanitário. Petry adquiriu o material e com ele criou novos produtos.
Na exposição, os visitantes poderão conferir peças inéditas com diversos conceitos, formatos e utilidades como luminárias, móveis, tapetes, joias, objetos de decoração e até projetos arquitetônicos. Em comum, os projetos têm apenas a concepção do produto, que deve considerar muito mais do que estética e funcionalidade.
Durante a mostra Design & Natureza, estarão em exposição também os três primeiros produtos finalistas do Prêmio Ecoleo Design, concurso que avaliou peças de profissionais e estudantes de todo o Brasil com utilização de madeiras certificadas pelo Conselho Brasileiro de Manejo Florestal FSC.
Participaram do concurso 327 projetos de 17 Estados brasileiros, que propuseram desde joias até projetos arquitetônicos. Numa primeira etapa, foram selecionados 46 projetos para elaboração dos protótipos. Na segunda etapa do concurso, esses protótipos foram analisados e 35 finalistas definidos.
Patrocinadores sustentáveis
Seguindo a linha do respeito à sustentabilidade incentivada pelo Design & Natureza, os patrocinadores do evento também adotam medidas para preservações dos recursos naturais. A EcoLeo, projeto pioneiro da Leo Madeiras, é a primeira revenda de madeira certificada FSC da América Latina e a terceira do mundo. Já o Grupo São Matinho, organização com três usinas de açúcar e álcool e uma unidade de negócio de biotecnologia, reaproveita todos os seus resíduos industriais e agrícolas, analisando e desenvolvendo alternativas que substituem ou complementam fertilizantes minerais ou herbicidas comerciais para o cultivo da cana-de-açúcar e controle de pragas.
Horários: de terça a sexta-feira, das 9 às 18 horas. Sábados, domingos e feriados, das 12 às 18 horas. O MARP (Museu de Arte de Ribeirão Preto Pedro Manuel-Gismondi) fica na Rua Barão do Amazonas, 323, no centro.
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