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publicado em 18/02/2010
Fabricantes de máquinas para C&P estão otimistas
Novos projetos saem do papel apenas no 2o semestre

18/02/2010 - As fabricantes de máquinas e equipamentos para a indústria de celulose e papel apostam em recuperação dos negócios na América Latina a partir da segunda metade de 2010. É o que divulgou nesta quinta-feira (18), matéria do jornal Valor Econômico sobre o otimismo das empresas para o segundo semestre. A expectativa de anúncio de grandes investimentos em celulose e perspectivas de crescimento sustentado na demanda tanto pela matéria-prima quanto por papel, associado a elevadas taxas de ocupação, segundo a reportagem, deverão render novos contratos para os fornecedores instaladas no País. Mas, para muitos, o que tem tem são apenas intenções de investimentos e nenhum contrato fechado.

"Pode haver um impulso maior nos negócios em 2011. Mas, por enquanto, o que há são intenções de investimento", afirma o presidente da Voith Paper América do Sul, Nestor de Castro Neto. Na Metso Paper, que também está no grupo das grandes companhias mundiais dessa indústria, a percepção é a de que houve melhora de humor entre o fim do ano passado e o início de 2010. Mas, a celebração de novos contratos deve ficar pelo menos para o segundo semestre.
Em linhas gerais, as dificuldades enfrentadas pelas fabricantes de equipamentos para celulose e papel, na esteira da crise econômica, foram comuns a praticamente todos os segmentos de bens de capital.

Segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos (Abimaq ), em 2009, o faturamento do setor recuou 17,9%, para cerca de R$ 64 bilhões - descontada a inflação, a queda alcança 20%. Mas esse segmento acabou sentindo com mais força o golpe da crise econômica por conta da drástica desvalorização dos preços da celulose e de problemas pontuais, como o enfrentado pela Fibria, empresa resultante da fusão de Aracruz e Votorantim Celulose e Papel (VCP), que congelou seus investimentos também em razão de dívidas decorrentes do episódio com derivativos vivido pela Aracruz.

A partir da melhora do cenário econômico mundial e da recuperação dos preços internacionais da celulose, indica a Bracelpa, os produtores brasileiros começaram a se preparar para anunciar investimentos no parque fabril, o que deve ocorrer até o início do segundo trimestre.

Pelo menos duas grandes produtoras de celulose, Suzano Papel e Celulose e a própria Fibria, já tornaram pública a intenção de investir em expansão, porém o prazo para o investimento efetivo não foi fixado. Novata na indústria, a Eldorado Celulose, joint venture entre o empresário Mário Celso Lopes, da Florestal Investimentos Florestais, e a holding J&F, controladora da JBS Friboi, anunciou que pretende erguer uma fábrica em Três Lagoas (MS). O projeto, contudo, ainda está em fase de licenciamento. Ainda em celulose, a chilena CMPC, que comprou a fábrica de Guaíba (RS) que pertencia à Aracruz, sinalizou que poderá pagar uma multa de US$ 250 milhões para antecipar o projeto de expansão da unidade, o que, por contrato, só poderia ocorrer a partir de 2015.

PAPEL
A International Paper (IP) Brasil adiou para o fim do ano a decisão sobre uma nova linha também em Três Lagoas (MS) e a Klabin retomou estudos de investimento em capacidade em papelão ondulado, em decorrência dos resultados melhores do que o esperado em 2009. Conforme estudo da Bracelpa, em breve deve ser iniciado um novo ciclo de investimentos da indústria, com aportes de aproximadamente US$ 20 bilhões até 2017. Executados esses investimentos, o Brasil poderá superar a líder China no ranking de produção de celulose, com capacidade instalada para 20 milhões de toneladas ao ano da matéria-prima. Porém, os projetos já conhecidos somente devem resultar na contratação de equipamentos a partir de 2011.

A Voith tem em carteira para 2010 a entrega de uma máquina de papel jornal na Venezuela e uma de tissue (papel absorvente) no México. Outros dois contratos de tissue foram firmados com companhias no Canadá e no Brasil. "Eram investimentos que já estavam previstos. Dos novos projetos, por enquanto, não há nem consultas". No ano passado, o faturamento da unidade alcançou R$ 600 milhões, cifra que deve se repetir em 2010.

Fonte: Valor Econômico / Adaptado por Celulose Online

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