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Por Candida Lemos
11/11/2010 - Assim como nos primeiros trimestres do ano, a Fibria encerrou o terceiro trimestre de 2010 com um lucro líquido de R$ 303 milhões, segundo anunciou o diretor financeiro, João Elek, em coletiva de imprensa realizada no final da manhã desta quinta-feira (11). O resultado é 133% superior ao registrado no trimestre anterior, devido principalmente ao efeito da variação cambial de 6% sobre a parcela da dívida em moeda estrangeira.
O EBITDA do trimestre foi de R$ 717 milhões e já soma R$ 2,1 bilhões no acumulado de nove meses, um aumento de 75% em relação a igual período de 2009. A margem EBITDA no terceiro trimestre foi de 40%, estável em relação ao trimestre anterior, e 10% maior que a margem registrada entre julho e setembro de 2009.
Endividamento
No trimestre, a Fibria manteve a melhora dos indicadores de endividamento. A dívida bruta no terceiro trimestre caiu para R$ 12,3 bilhões - redução de 7% em relação ao trimestre anterior e de 20% em relação a igual período de 2009.
Com a dívida líquida reduzida a R$ 10,1 bilhões e o EBITDA acumulado nos últimos doze meses alcançando R$ 2,6 bilhões, o indicador dívida líquida/EBITDA passou a ser de 3,9 vezes, o nível mais baixo em 12 meses. Há um ano, este indicador era de 7,2 vezes. O prazo médio da dívida, por sua vez, foi alongado para 75 meses, acima dos 52 meses registrado no terceiro trimestre de 2009.
Visando adequar o perfil do endividamento à nova realidade da companhia, a Fibria contratou, ao longo do trimestre, dívidas com prazo e custo mais competitivos, e liquidou as mais onerosas. Além disso, a companhia efetuou o pagamento de parcela referente à dívida com o ex- acionistas da Aracruz (família Safra) no valor de R$ 449 milhões. Tais medidas permitiram que a Fibria encerrasse o trimestre com uma dívida bruta R$ 900 milhões menor que no trimestre anterior, e R$ 3,3 bilhões inferior na comparação com setembro de 2009.
O caixa somou R$ 2,2 bilhões, equivalente a 90% da dívida de curto prazo. A redução do endividamento e a elevada geração de caixa contribuíram para a continuidade da queda do indicador dívida líquida / EBITDA para 3,9 vezes, comparado a 7,2 vezes em setembro de 2009. “Com o alongamento do perfil da dívida alcançamos melhor alinhamento com nosso ciclo produtivo”, destaca João Elek, diretor financeiro.
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