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01/03/2010 - Depois de anunciar que obteve em 2009 um lucro líquido de R$ 558 milhões, recuperando em parte as perdas de 2008,a brasileira Fibria, fruto da fusão entre as fábricas de celulose Aracruz e Votorantim Celulose e Papel (VCP), e maior produtora mundial de celulose branqueada de eucalipto, informou nesta segunda-feira, através de teleconferência com jornalistas e investidores, que as perspectivas para os preços de celulose continuam positivas para 2010.
Segundo a empresa, os estoques globais continuam em baixa, com níveis de 27 dias em dezembro e 30 dias em janeiro e não existem aumentos de capacidades que possam suprir no curto prazo a demanda que continua crescente.A Fibria possui capacidade de produção anual de 5,4 milhões de toneladas de celulose.
Segundo Marcos Grodetzky, diretor de relações com investidores da empresa, a demanda deve subir 3% ao ano, o que necessitaria de um adicional de 2 milhões de toneladas de celulose a cada ano.
Com aumento de 30 doláres por tonelada no valor da commodity exportada pela Fibria, confirma-se a indicação de que novos aumentos devem acontecer em 2010.
O novo valor passa a ser de $750 doláres para a Ásia, $790 doláres por tonelada para a Europa e $820 doláres para os EUA.
A Suzano Papel e Celulose já havia anunciado aumento nos seus preços, juntamente com a Altri e Portucel.
Com relação aos resultados operacionais, a empresa informou que a produção de celulose aumentou 19% em 2009, para os 5,19 milhões de toneladas, e a de papel caiu 2%, para as 369 mil toneladas.
As vendas de celulose cresceram 27%, para 5,25 milhões de toneladas, e as de papel desceram 7%, até as 418 mil toneladas.
A empresa, que conta com seis plantas em diferentes estados do Brasil e 15 mil funcionários, compartilha com a sueco-finlandesa Stora Enso a fábrica de celulose brasileira Veracel. A Fibria administra 1 milhão de hectares de terras, dos quais 40% destinado à preservação das florestas nativas.
Celulose Online
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