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17/05/2010 - A produção de celulose da Fibria no 1T foi de 1,3 milhão de toneladas, 27% maior que o mesmo período de 2009. A operação da fábrica de Três Lagoas (MS) e a produção recorde em março da Unidade Aracruz (ES) foram as principais responsáveis por esse crescimento. As vendas de celulose da Fibria foram de 1,3 milhão de toneladas, 14% a mais do que no mesmo trimestre do ano anterior, com destaque à forte demanda por celulose dos mercados europeu e da América Latina. Os estoques da Fibria permaneceram baixos, fechando no primeiro trimestre de 2010 em 35 dias de produção, 11 dias a menos em comparação ao mesmo período de 2009.
Em março de 2010, a dívida bruta ficou em R$ 13.540 bilhões, uma diminuição de 8% em relação ao trimestre anterior. A dívida líquida está em R$ 10.856 bilhões: redução de 31% em relação ao mesmo período do ano anterior e aumento de 2% em relação ao quarto trimestre de 2009, devido aos efeitos da apropriação de juros e da desvalorização do real, parcialmente compensados pela geração operacional de caixa.
No segmento de papéis, a produção do primeiro trimestre de 2010 ficou em 77 mil toneladas, queda de 19% em relação ao mesmo período do ano anterior devida principalmente a não participação da Unidade Guaíba. Como consequência, as vendas de 83 mil toneladas no trimestre foram 12% inferiores às do primeiro trimestre de 2009. Os papéis especiais tiveram crescimento de 36% em comparação com o primeiro trimestre de 2009 e chegaram a 50% da receita. Esse movimento reflete a estratégia da Fibria de concentrar a participação do “negócio papel” em segmentos de maior valor agregado.
O resultado financeiro líquido do trimestre ficou negativo em R$ 341 milhões, comparado ao resultado negativo de R$ 157 milhões do quarto trimestre de 2009, devido principalmente à desvalorização do real sobre a parcela do endividamento em moeda estrangeira (62%), que gerou um resultado negativo de R$ 203 milhões. Consequentemente, o primeiro trimestre de 2010 apresentou um lucro líquido de R$ 9 milhões.
Adesão ao Novo Mercado
No próximo dia 20 de maio a Fibria passará a ser listada no Novo Mercado, nível mais elevado de Governança Corporativa da BM&FBovespa. Entre os compromissos voluntários assumidos com o mercado de capitais, destaca-se a condição de emissor apenas de ações ordinárias, garantindo que cada ação tenha direito a um voto. Esse compromisso coloca a Fibria em uma posição distinta não apenas no setor de Papel e Celulose, mas também entre as empresas com maior peso no índice Ibovespa.
Celulose Online
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