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30/04/2011 - Após um convênio, intermediado pelo Sebrae/MS, entre a Associação Regional dos Apicultores da Costa Leste de Mato Grosso do Sul (Unileste) e a empresa de celulose e papel, Florestal Brasil, no final do ano passado, o processo de produção em três locais, possibilitando mais um espaço para apicultura migratória, foi garantido.
Em 2010, a produção de mel nos eucaliptais chegou a 54 toneladas. “Com a instalação da Florestal Brasil, o objetivo é dar oportunidade aos apicultores da região, elevando a produtividade. Com essas três possibilidades de produção do mel, certamente conseguiremos resultados mais positivos em relação aos anos anteriores”, afirma Eugenio Kruger, presidente da Unileste e apicultor da região.
Partindo da ideia de apicultura migratória, até abril, as colméias instaladas nos eucaliptais já apontarão os resultados. De abril a junho, as produções acontecerão nas lavouras e de junho a dezembro, as caixas de abelhas serão levadas para o cerrado. E no início de 2012, retornam aos eucaliptais, fechando o ciclo da cadeia produtiva. A expectativa é colher 100 quilos por colméia. Parte da produção é comercializada entre indústrias de cosméticos e do setor alimentício de São Paulo.
O presidente da Associação de Apicultores de Chapadão do Sul (Apisul), José Adelmo, confirma a importância da experiência nos eucaliptais da Florestal Brasil, em Três Lagoas. “É um momento experimental que estamos testando a viabilidade da produção. A expectativa dos apicultores de Chapadão é instalar, no mínimo, 600 colméias, no segundo semestre deste ano, na região cedida pela Florestal”, pontua.
Para Kruger, o convênio estimula a produção. “No início das atividades na região do Bolsão, em 2009, a colheita foi se intensificar somente no ano seguinte, dividindo entre floradas do cerrado, da lavoura e dos eucaliptos. A perspectiva é triplicar a produção em 2011, para colher cerca de 200 toneladas, em 2012”, indica.
José Adelmo diz que o objetivo é produzir pólen e transformar Chapadão no maior pólo produtor do Estado. “Temos cinco associados integrando a Unileste. Atualmente, vendemos 90% da produção no atacado. Deste percentual, comercializamos cerca de 70% entre os compradores de São Paulo para exportação”.
Em janeiro desse ano, as exportações do mel nacional atingiram US$ 3,8 milhões e volume de 1.171.189 kg, demonstrando aumento de 30,8% em valor e de 13,7% em peso na comparação com o mesmo período de 2010, segundo levantamento mensal do Sebrae. São Paulo respondeu por 33,9% das exportações brasileiras de mel, com US$ 1,3 milhão. O Rio Grande do Sul exportou pouco mais de US$ 1 milhão, seguido pelo Piauí (US$ 365 mil). Minas Gerais e Mato Grosso do Sul registraram valores de exportação, US$ 660 e US$ 741, respectivamente.
Entre os compradores, os Estados Unidos foram o principal destino do mel brasileiro, com um total de US$ 1.657.372, respondendo por 43,1% da receita das exportações e pagando o preço de US$ 3,23/kg. A Alemanha ficou como segundo mercado, com receita de US$ 1.042.102, o equivalente a 27,1%, e pagando o melhor preço (US$ 3,39/kg). Outros países importadores de mel do Brasil foram Espanha, Canadá, França, Bolívia, Japão, Hong Kong e Taiwan.
Fonte: Sebrae/Adaptado por CeluloseOnline
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