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Da Redação
08/01/2012 – As crianças podem gostar de ler. A afirmativa é um instrumento para que escolas desenvolvam práticas relacionadas à leitura como atividade prazerosa e divertida. É com esse conceito que o Projeto No Pé da Letra provocou no desenvolvimento do comportamento leitor de crianças de zero a 6 anos que frequentam Escolas Municipais de Educação Infantil em Campo Limpo, zona sul de São Paulo. No total, o Projeto contabiliza 1.818 crianças beneficiadas diretamente e 7.785 indiretamente, 32 educadores formados em 8 EMEIs.
Para apresentar os resultados desta iniciativa, um encontro aconteceu na sede da Fundação Abrinq e, na oportunidade, a sistematização dos resultados desta iniciativa pôde ser apresentada pela equipe do Projeto. “ Todas as etapas e resultados do Projeto No Pé da Letra foram amplamente positivos, levando a produção do livro No Pé da Letra – Sim, crianças podem gostar de ler”, diz nota da entidade.
A Publicação, além do registro das atividades realizadas, serve de instrumento para que outras escolas possam desenvolver práticas pedagógicas relacionadas à leitura. “Ao planejar essa publicação, nossa intenção é resgatar a leitura no contexto escolar e pensar em algumas possibilidades de trabalho que valorizem essa ação tão básica para a educação e para a leitura de mundo”, comenta Amélia Bampi, líder do Projeto No Pé da Letra.
Ao folhear a publicação, é possível observar a riqueza de conteúdo e o cuidado com a estrutura pedagógica a qual é apresentada às crianças. Várias perguntas como “Por que Educação Infantil”, “Como fazer a criança gostar de ler” são respondidas ao longo das 52 páginas de uma forma didática e contando com declarações de profissionais da área pedagógica.
O texto é de Maria Luiza Faraone Silveira, editado por Amélia Bampi e conta com a leitura crítica da gerente executiva de Projetos da Fundação Abrinq, Denise Cesario.
Desenvolvido em parceria com o banco alemão Deutsche Bank desde janeiro de 2009, o Projeto No Pé da Letra tem como objetivo capacitar profissionais que atendem crianças da pré-escola para que possam desenvolver práticas em sala de aula que favoreçam a construção de uma imagem positiva da leitura como uma atividade prazerosa, divertida e cotidiana.
nicialmente foram identificadas oito Escolas Municipais de Educação Infantil (EMEIs), do Campo Limpo, zona sul de São Paulo. Em seguida houve uma formação de 16h sobre práticas de leitura, leitura literária e não literária, a importância do ato de ler, entre outros temas, oferecida a quatro professores de cada escola.
Após a formação, são desenvolvidos projetos pedagógicos que têm como objetivo o desenvolvimento de diversas atividades de leitura com as crianças durante o período de 18 meses, considerando inclusive a participação das famílias nessas ações.
A formação oferecida inclui atividades complementares que têm como objetivo a ampliação do universo cultural desses professores e servem de subsídios para os trabalhos em sala de aula junto às crianças, tais como visitas a museus, exposições de artes plásticas e idas ao cinema para assistir a filmes que tratam de temas trabalhados no processo formativo.
A versão online do livro pode ser encontrada em http://sistemas.fundabrinq.org.br/biblioteca/acervo/pnpl.pdf .
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