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Da Redação
22/12/2010 – Neste ano, a Aracruz se recusou a reabrir as negociações com seus funcionários. Eles reivindicavam incluir na proposta de acordo coletivo com os papeleiros a negociação sobre turnos de trabalho, aproximando ainda mais a possibilidade de uma greve da categoria. A proposta que a empresa se recusou a alterar retira dos trabalhadores vários benefícios.
Os representantes do Sindicato dos Trabalhadores Químicos e Papeleiros do Estado (Sinticel) realizaram assembléias com trabalhadores dos turnos e eles votaram e rejeitaram por unanimidade a negociação dos turnos incluída na proposta patronal de Acordo Coletivo. Após as assembleias, o sindicato enviou um ofício à empresa comunicando a decisão dos trabalhadores e solicitando a reabertura de negociações, que foi rejeitada pela Fibria.
A empresa insistiu na proposta de um abono de R$ 2 mil em troca da redução dos benefícios com saúde, abono de férias e seguro de vida. A única modificação proposta pela sucessora da Aracruz foi não alterar o plano odontológico por três anos.
Segundo trabalhadores, desde que houve a fusão entre a Aracruz e a Votorantim Celulose e Papel (VCP) eles tiveram diversas perdas. Foram perdidos 150 postos de trabalho, depois da demissão de empregados em abril de 2009. Eles também alegaram que foi extinta a gratificação em dinheiro para empregados a partir de dez anos e eliminou-se o ônibus do turno de vitória e extintos os planos de previdência privada da empresa e a aposentadoria vitalícia em caso de acidente e invalidez permanente.
Celulose Online
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