|
15/05/2010 - O chanceler uruguaio, Luis Almagro, deixou aberta a possibilidade de aceitar uma sugestão feita pela Argentina quanto ao controle conjunto da fábrica de pasta de celulose UPM,exBotnia,localizada junto ao rio que divide ambos territórios. "É uma proposta muito interessante, que abre a discussão e está perfeitamente dentro das margens de negociação", disse ele, após informar as comissões de Assuntos Internacionais das câmaras de Deputados e Senadores.
A indústria gerou um conflito bilateral que culminou em uma demanda enviada pela Argentina à Corte Internacional de Justiça, em Haia, em 2006, acusando o Uruguai de descumprir o Tratado do Rio Uruguai e assinalando que a empresa poluía a região.
Em 20 de abril o tribunal se pronunciou sobre a questão, confirmando o desrespeito ao pacto bilateral, mas negando uma eventual contaminação provocada pela UPM. Apesar da decisão, argentinos ainda bloqueiam pontes bilaterais em protesto contra a instalação da fábrica. Almagro assinalou que será buscado "um documento único", de acordo com o Estatuto do Rio Uruguai, para a aplicação da decisão.
Na última quarta-feira(12), a Argentina apresentou ao organismo binacional Comissão Administradora do Rio Uruguai (Caru) a proposta do controle conjunto sobre o empreendimento, que, no entanto, foi construído totalmente em território uruguaio. Em razão disso, o país havia replicado que os controles bilaterais devem ser efetuados somente sobre o rio. "Não podemos exceder as competências da Caru nem do que disse a sentença [de Haia]", declarara Almagro após tomar conhecimento da sugestão.
Os presidentes do Uruguai, José Mujica, e da Argentina, Cristina Kirchner, se reunirão no próximo dia 4 de junho para continuar as negociações, a fim de chegar a um acordo sobre a aplicação da decisão da Corte, que recomendou o controle conjunto do rio, e não da fábrica.
Fonte: ANSA/Adaptado por Celulose Online
|