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Da Redação
08/11/2011 – A APP (Asia Pulp & Paper) divulgou comunicado para esclarecer que não há base científica nas alegações do Greenpeace Internacional de que havia sido “provado” conter “fibras da floresta tropical da Indonésia” em dois produtos da APP.
A companhia informou que o Greenpeace contratou uma empresa norte-americana de teste em papéis, a Integrated Paper Services (IPS), para realizar exames de fibra em embalagens de brinquedos da APP, na América do Norte, e em lenços de papel, na Nova Zelândia. Em seguida, a ONG com sede em Amsterdã, lançou uma campanha global contra as empresas de brinquedos, tais como Mattel, Hasbro, Lego, entre outras, para que parassem de fazer negócios com a APP, com base na seguinte afirmação: “testes forenses demonstram que as embalagens utilizadas por marcas líderes de brinquedos frequentemente contêm fibras da floresta tropical da Indonésia.”
Em nota, a APP destacou que foi confirmado que esta afirmação não é fundamentada em fatos científicos. Em uma carta para a APP, datada de 25 de outubro de 2011, Bruce R. Shafer, CEO da Integrated Paper Services (IPS), fez o seguinte comentário sobre os testes de amostragem, que foram encomendados pelo Greenpeace: “a IPS só é capaz de determinar os tipos de fibras, presentes em tais amostras. Nós não precisamos e não somos capazes de identificar o país de origem das amostras. Uma afirmação como tal teria que ser baseada em dados fora de nossas conclusões. Portanto, estamos impossibilitados de comentar a respeito da credibilidade das declarações que o Greenpeace tem feito sobre o país de origem.
Shafer acrescentou que “alguns elementos de madeira tropical mista” (vasos botânicos, não fibras) foram encontrados nas amostras e que a IPS sustentava essa conclusão. Porém a IPS não realizou todos os testes para determinar se as amostras eram na verdade fibras de material reciclado.
Em outro comunicado emitido em 8 de junho de 2011, a APP Indonésia deixou claro que 95% dos seus materiais de embalagem provêm de papel reciclado. Os 5% restantes são provenientes de florestas com certificação PEFC ao redor do mundo.
Como explica Aida Greenbury, diretor administrativo da APP, “o Greenpeace baseou toda a sua campanha global, contra a APP, em uma única premissa: havia encomendado testes que provavam que os produtos da APP continham fibras da floresta tropical Indonésia. Entretanto, a própria empresa que o Greenpeace pediu para fazer os ensaios admitiu que esta alegação não pode ser corroborada”.
“Se houver quaisquer materiais de fibras de madeira tropical mista na embalagem, é altamente provável que, em 95% dos casos, vieram de material reciclado. Ou vieram de uma floresta de manejo sustentável de outra parte do mundo, por exemplo, da América do Sul”, explica.
Fibras de madeira tropical mista (MTH) podem vir de florestas gerenciadas de forma sustentável, de várias regiões tropicais. Tanto produtos com certificação PEFC quanto FSC podem conter vestígios desse tipo de fibra, como testes recentes na Austrália demonstraram.
Greenbury ressalta que, em sua opinião, “o Greenpeace deve à indústria de brinquedos global uma explicação: ele moveu uma campanha para que parassem de fazer negócios com a APP ou a Indonésia, com base em uma alegação completamente infundada e falsa”.
“Saudamos um diálogo construtivo com os principais representantes da indústria de brinquedos, tais como Mattel, Hasbro e Lego, para acabar com a proibição de produtos indonésios e apoiar um país em desenvolvimento, que tem feito enormes progressos para promover o uso de produtos de madeira legal e sustentável, nos últimos anos”, acrescenta o diretor da APP.
“Exortamos também a IPS, uma respeitada empresa de serviços de papel norte-americana, a terminar sua associação com o Greenpeace, antes que quaisquer outras alegações falsas sejam feitas sobre os resultados de seus testes.”
CeluloseOnline com informações APP
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