|
20/04/2010 - Deve ser anunciada hoje a sentença sobre a denúncia de que o Uruguai violou o tratado binacional de uso e preservação do rio fronteiriço. O processo, segundo o governo argentino, foi motivado por causa de uma fábrica de papel e celulose sobre as margens do Rio Uruguai.
A decisão será definida no Tribunal Internacional de Justiça, com sede em Haia, Holanda. A Argentina acusa a empresa de poluir as águas e o meio ambiente. A ação legal teve início em 2006, mas a polêmica se arrasta desde 2004, quando o então presidente argentino, Tabaré Vázquez, autorizou a construção da fábrica a três quilômetros da cidade uruguaia de Fray Bentos.
Do lado argentino fica a cidade de Gualeguaychú, que vive do turismo de suas praias sobre o rio. Os ambientalistas da Argentina iniciaram uma forte campanha contra o projeto e o antecessor da presidente Cristina Kirchner, Néstor Kirchner, travou uma briga com Vázquez, que estremeceu as relações bilaterais.
A fábrica que pertencia à empresa finlandesa Botnia e, recentemente, foi comprada pelo grupo UPM, entrou em funcionamento em novembro de 2007. Os relatórios oficiais de impacto ambiental divulgados não revelaram contaminação das águas do rio.
Nos quase três anos de operação, a fábrica produziu cerca de 2 milhões de toneladas de pasta de celulose.Delegações de ambos os países já se encontram em Haia, para a audiência que está prevista para iniciar às 10h de Brasília.
Previamente foram realizadas 10 audiências, nas quais as partes expuseram seus argumentos. Após o anúncio do veredicto, os ministros das Relações Exteriores do Uruguai, Luis Almagro, e da Argentina, Jorge Taiana vão coordenar uma reunião entre os presidentes José Mujica e Cristina Kirchner, para começar a analisar o caminho de recomposição das relações bilaterais.
Fonte:Clic RBS/Adaptado por Celulose Online
|