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05/04/2010 - A indústria brasileira aumentou seu ritmo de crescimento. Em São Paulo, o crescimento foi 1,1% entre janeiro e fevereiro, com ajuste sazonal; no País, de 1,5%. Entre os meses de fevereiro de 2009 e de 2010, o crescimento foi de 16,2% em São Paulo e de 18,4% no País. O setor secundário está perto de retomar o ritmo pré-recessão de setembro de 2008, com reflexos favoráveis no emprego e na remuneração da mão de obra.
Comparado a fevereiro de 2009, o número de horas trabalhadas na indústria paulista aumentou 6,6% e porcentual semelhante de alta foi registrado nas horas trabalhadas exclusivamente na produção, segundo o Indicador de Nível de Atividade (INA), da Fiesp. Cresceram ainda mais as vendas nominais da indústria (9,8%) e as vendas reais.
O mais importante foi a elevação de 1,6% nos salários nominais e de 1,5% nos salários reais entre janeiro e fevereiro,porcentuais que revelam o grau de aquecimento da demanda do comércio e dos consumidores finais. Na comparação com fevereiro de 2009, o aumento nominal dos salários dos trabalhadores na indústria paulista foi de 8,3% e o real, deflacionado pelo IPC da Fipe, de 3,1%. Alguns dados do IBGE superaram as expectativas, registrando um aumento da produção de bens de capital de 26,2%, com destaque para bens de capital de uso misto (32,4%), construção (nada menos de 196,9%), equipamentos de transporte (17,2%) e para fins industriais (25,3%).
Mas os setores que receberam incentivos tributários foram os mais beneficiados: em veículos automotores, a alta, em São Paulo, foi de 32,1% em relação a fevereiro do ano passado e, em março, o setor teve novo recorde. O crescimento também foi firme em produtos químicos, petroquímicos e farmacêuticos (+11,8% entre janeiro e fevereiro e 21,5% comparado a fevereiro de 2009).
O diretor econômico da Fiesp, Paulo Francini, espera que o ritmo se sustente nos próximos meses, identificando "uma corrida pelo reequipamento da indústria", que deverá bater recordes em 2010. Mas, além disso, também as exportações paulistas começaram a melhorar, e este é um sinal de que o período mais agudo de perda de competitividade por causa da taxa cambial poderá ser superado. Será bom para as empresas e para a balança comercial do País, que mostra resultados fracos. "Se a atividade externa teve efeito negativo em 2009, terá positivo em 2010, já que a indústria terá de crescer para abastecer o mercado interno, que já está aquecido, e o externo", notou Francini.
Fonte:O Estado de S. Paulo/Adaptado por Celulose Online
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