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29/07/2011 – US$ 224 milhões foi o lucro da International Paper neste segundo trimestre. O valor é o dobro em relação ao faturamento de US$ 93 milhões apurados um ano antes. A companhia acumulou lucro de US$ 566 milhões no primeiro semestre, o que reverte o prejuízo de US$ 69 milhões da primeira metade de 2010.
O presidente da International Paper, John Faraci, destacou que, apesar da lentidão na retomada da economia global, a empresa continuou mostrando forte desempenho e geração de caixa. De abril a junho, o lucro operacional da companhia somou US$ 483 milhões, acima dos US$ 353 milhões do mesmo período de 2010.
Tímido desempenho
Em meio a um ambiente de competição mais desafiador e paradas de manutenção, a International Paper divulgou ainda um tímido desempenho de venda e margens operacionais mais apertadas no Brasil. As vendas da operação brasileira cresceram somente 3,5% na passagem do primeiro para o segundo trimestre, chegando a US$ 295 milhões no balanço que segue o padrão contábil americano.
Em volume, houve baixa de 1% nas vendas de papéis não revestidos na mesma base de comparação. Já o resultado operacional medido pelo Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) caiu de US$ 48 milhões para US$ 39 milhões, com a margem - que mede a relação entre o Ebitda e a receita - cedendo de 30% para 26%.
O presidente da IP na América Latina, Jean-Michel Ribieras, afirmou que o resultado da filial foi pressionado por uma parada de manutenção programada na fábrica de Mogi Guaçu, no interior de São Paulo, que consumiu gastos de US$ 7 milhões no segundo trimestre. Outras paradas para manutenção marcadas para julho e setembro nas unidades de Luiz Antônio (SP) e Três Lagoas (MS) deverão consumir mais US$ 16 milhões no terceiro trimestre.
As expectativas traçadas pela IP para o terceiro trimestre apontam para estabilidade no mercado brasileiro de papéis em volume, com tendência, contudo, de leve aumento de preços. Para a Europa, espera-se contração sazonal de vendas de papel e embalagem. O mercado europeu responde por uma faixa de 30% a 40% das exportações de papel feitas pela IP a partir do Brasil.
Brasil: Ecolabel Flower
A filial brasileira conseguiu um selo de sustentabilidade ambiental - Ecolabel Flower - que será usado nos produtos despachados para a Europa. O selo ajuda a evitar restrições comerciais porque os mercados na Europa têm exigido cada vez mais certificações ambientais. A certificação foi obtida após um processo de auditoria nas áreas produtivas, de tecnologia, ambiental e de suporte técnico da fábrica em Luiz Antônio, responsável pela maior parte das exportações à Europa.
Fonte: Valor Econômico / Adaptado por CeluloseOnline
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