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10/02/2010 - Com base nos estudos conjuntos entre o seu Programa de Proteção Florestal (PROTEF), a Faculdade de Ciências Agronômicas da Unesp e a Embrapa Meio Ambiente, o Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais (IPEF) está lançando o Documento Técnico IPEF nº 2 (fevereiro de 2010), que apresenta a metodologia de criação em laboratório do psilídeo-de-concha, praga exótica do eucalipto, e de seu parasitóide.
Disponibilizado em modo digital, o documento relata a principal forma de controle da praga, através da vespa Psyllaephagus bliteus, considerado o inimigo natural específico do psilídeo-de-concha por manter com sua população uma relação de dependência. Esse método se mostrou o mais eficiente, já que a utilização de químicos é ineficaz, haja vista os altos custos, a agressão ao meio ambiente e o efeito temporário do método. O parasitóide P. bliteus já foi empregado nos Estados Unidos e no México e tem controlado a praga no campo.
O controle biológico consiste no emprego de um organismo predador ou parasita para o combate de outro que esteja causando danos às plantações. Os organismos parasitóides passam períodos de seu ciclo vital no interior de outros seres, chamados hospedeiros, antes que estes cheguem à fase de reprodução. Antes de chegar a fase adulta, o psilídeo-de-concha é usado por seu parasitóide, P. bliteus, como hospedeiro de suas larvas, que se desenvolvem na cavidade abdominal da praga, consumindo seus órgãos internos.
O Documento Técnico traz orientações minuciosas e ilustrativas sobre o sistema de criação da praga e de seu parasitóide em laboratório, desde o manejo das mudas de eucalipto, a infra-estrutura e os materiais necessários, até a indicação de dados biológicos sobre os insetos e a forma de liberação da vespa nas áreas infectadas pela praga. “A proposta é gerar uma tecnologia de criação da praga e de seu inimigo natural, adaptada às condições brasileiras, e que outros institutos ou empresas poderão produzir”, afirma Carlos F. Wilcken, professor da Unesp/Botucatu e coordenador científico do PROTEF.
Desde 2003, o PROTEF vem trabalhando no monitoramento populacional da praga e de seus inimigos naturais por meio do “Projeto Cooperativo de Controle Biológico do Psilídeo-de-Concha em Florestas de Eucalipto”. A criação dos insetos é realizada no Laboratório de Controle Biológico de Pragas Florestais da Faculdade de Ciências Agronômicas, da Unesp, em Botucatu, e no Laboratório de Quarentena “Costa Lima”, da Embrapa Meio Ambiente, em Jaguariúna.
Atualmente, as pesquisas estão integradas ao “Projeto Cooperativo de Manejo de Pragas Exóticas do Eucalipto”, iniciado oficialmente em maio do ano passado, e que engloba outras duas pragas: o percevejo bronzeado e a vespa-de-galha.
A elaboração do documento é uma parceria entre o professor Carlos Frederico Wilcken (FCA/UNESP e PROTEF), o pesquisador Luiz Alexandre Nogueira de Sá (Embrapa Meio Ambiente), o engenheiro agrônomo Mário Henrique Ferreira do Amaral Dal Pogetto, os engenheiros florestais Eduardo Brasil do Couto e Pedro José Ferreira Filho, e a bióloga Daniela Cristina Firmino-Winckler.
O Documento Técnico IPEF nº 2 pode ser acessado digitalmente no site http://www.ipef.br/publicacoes/doctecnicos/
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