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30/03/2011 - Com o tema: “A Utilização de Bioestimulantes na Agricultura Moderna”, Átila Mógor, professor doutor na Universidade Federal do Paraná, será um dos palestrantes do IV Fórum Abisolo, no dia 11 de abril, a partir das 16h30, no Anfiteatro do Pavilhão de Engenharia da Esalq, em Piracicaba, São Paulo.
De acordo com Mógor, o termo bioestimulante não é contemplado pela legislação brasileira, entretanto tem se tornado de uso comum entre técnicos e agricultores. “Por esse motivo, entender o que se espera de um produto tido como bioestimulante, diferenciando-o, por exemplo, de um fertilizante organomineral, ou seja, uma combinação de fertilizantes minerais e orgânicos passa a ser importante para o esclarecimento do agricultor”.
Deficiência nutricional, oscilação de temperatura e presença de pragas são algumas das causas de estresse nas plantas que precisam da ação dos bioestimulantes para ativar o metabolismo das células nos vegetais, reativando processos fisiológicos nas diferentes fases de desenvolvimento, estimulando o crescimento radicular, entre outros. Por isso vem sendo utilizados de diversas formas nos cultivos, aplicados às sementes ou via foliar em diferentes fases fenológicas, com efeitos relacionados ao crescimento das plantas.
Em relação à contra-indicação e uso em excesso, Mógor alerta, “ao considerar que o efeito de um produto tido como bioestimulante poderá modular o crescimento vegetal, portanto apresentar ação similar ao de certos hormônios vegetais, a dose e a época de aplicação poderão definir o sucesso ou o insucesso da sua utilização”.
O IV Fórum Abisolo pretende reunir empresas de nutrição vegetal, técnicos e acadêmicos para discutir os rumos da produção agrícola sustentável. Para a direção da Abisolo, este conceito é a chave para dobrar a produção mundial de alimentos nos próximos 40 anos e, assim, atender à crescente população mundial, que deve chegar a 8 bilhões de pessoas em 15 anos.
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