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Da Redação
19/04/2011 – Esta semana o Ibama iniciou junto com seu Comitê de Prevenção e Atendimento a Acidentes e Emergências Ambientais, uma operação para fiscalizar o transporte de cargas que se enquadram na categoria perigosas em Três Lagoas. A fiscalização está acontecendo no Posto da Receita Federal entre as divisas de São Paulo e Mato Grosso do Sul, controlando a entrada e saída de produtos perigosos no estado e na região. Entre os produtos mais consumidos em Três Lagoas, se encontram o ácido clorídrico, amônia, acetona.
No atual momento, 45 empresas já foram notificadas por falta de licença ambiental obrigatória e foram lavrados 14 autos de infração, além de 115 caminhões e carretas carregados com cargas perigosas na barreira que já foram abordadas. Na lista do Ibama com mais de 3 mil itens entram carregamentos de combustível, produtos corrosivos, inflamáveis, tóxicos, radiativos, infectantes e explosivos.
A escolha da cidade para ser fiscalizada, ocorreu por estar situada na divisa com São Paulo, concentrar um dos maiores parques industriais do estado e por consumir muitos produtos químicos de alta periculosidade ambiental nas indústrias de papel e celulose.
As barreiras de fiscalização também estão montadas nas BR 163 em Coxim, na BR 262 em Corumbá – fronteira com a Bolívia e em Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai e agora pela segunda vez em Três Lagoas. A estratégia do Comitê foi notificar as empresas transportadoras desses produtos da necessidade de licenciamento ambiental no IMASUL - Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul e da necessidade dessas empresas estarem inscritas no Cadastro Técnico Federal do Ibama.
Histórico da Operação
No ano passado, 199 empresas foram autuadas e notificadas pelo Ibama. A operação incluiu também uma expedição fluvial pelo Rio Paraguai para verificar o transporte desses produtos via hidrovia. Nas barreiras, a fiscalização do Ibama abordou mais de 400 veículos de transporte em 2010.
As empresas que foram abordadas mais de uma vez e não se manifestaram sobre a notificação do Ibama foram multadas em R$ 10 mil cada uma. O motivo foi falta de licenciamento e porque também elas tiveram multas adicionais por falta do Cadastro Técnico Federal junto ao Ibama e por desrespeitarem a notificação. As multas somam cerca de R$ 60 mil. Ao todo foram lavrados 40 autos de infração.
Celulose Online
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