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Da Redação
13/01/2011 - O quadro econômico favorável e o aquecimento do setor de embalagens levaram a Ibema Companhia Brasileira de Papel e a Papirus Indústria de Papel S/A a darem início a um processo de fusão que deve se consolidar ao longo do primeiro semestre deste ano. O resultado da fusão será a criação de uma nova companhia que terá um volume de produção mensal de 15 mil toneladas e passará a controlar 25% do mercado.
Os entendimentos para a realização da fusão tiveram início há algum tempo, mas segundo Claudio Salce, CEO da Papirus, o mercado foi surpreendido pela crise econômica e o processo interrompido. Há oito meses, no entanto, as conversas foram retomadas.
O resultado foi a assinatura, recentemente, de uma carta de intenções com o objetivo de concretizar a fusão que irá somar os 12% de participação da Ibema no mercado interno com os 13% de participação da Papirus.
Para nortear a criação da nova companhia, foram contratadas consultorias, que já deram início a auditoria nas áreas fiscal, tributária, ambiental e técnica. “As consultorias estão fazendo o levantamento de dados que vai nortear a criação da nova companhia”, diz Salce. Ele explica ainda que as companhias vão operar em unidades separadas fisicamente – a Ibema em Turvo, no Paraná, e a Papirus, em Limeira, interior paulista -, mas funcionarão como uma única empresa.
Segundo o CEO da Papirus, a principal razão que motivou a fusão é o fortalecimento da posição das empresas no mercado, onde hoje atuam dois grandes players – Suzano e Klabin. “O mercado já manifestava uma preocupação com a ausência de um terceiro player e as empresas – Ibema e Papirus – viram a necessidade de serem mais competitivas e atraentes”, afirma.
Enquanto a auditoria não é concluída e o processo de fusão finalizado, as duas companhias continuarão operando de forma independente. Após a concretização da fusão, no entanto, uma nova diretoria deve ser eleita. “Esperamos que o mercado continue tendo uma postura positiva e prestigiando a nova empresa que vai surgir”, diz Salce.
A Papirus foi fundada em 1952, quando a família de italianos Ramenzoni, tradicional na fabricação de chapéus e camisas, decidiu produzir a matéria-prima para embalar seus produtos. Adquiriu então uma fábrica de papelcartão no interior de São Paulo, que em poucos anos, se tornou o principal negócio da família.
Em 1972, construiu sua atual planta industrial, em Limeira, São Paulo. Atualmente a Papirus conta com 370 colaboradores e cerca de 50 terceiros na produção de papelcartão, que comercializa no Brasil e exporta para países da Europa, Ásia, América do Norte, África e especialmente América Latina.
A história da Ibema também começa na década de 50, com o desenvolvimento do setor florestal, de papel e celulose. Administrada profissionalmente por um grupo de executivos, em pouco tempo a empresa conquistou o seu espaço no mercado nacional e internacional, tornando-se uma das maiores produtoras de papelcartão da América Latina.
Responsável pela produção de papelcartão, a unidade instalada em Turvo, no Paraná, possui capacidade instalada para 108.000 toneladas/ano. Utiliza a celulose de eucalipto e pasta de alto rendimento de pinus como matérias-primas principais na composição dos produtos.
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